A experiência 4.0 do consumidor em Bares & Restaurantes

Lembro quando era pequeno, indo aos Restaurantes com meus pais e avós, eles sempre frequentavam as mesmas mesas dos mesmos restaurantes. Gostavam de conversar com os garçons, conheciam os cardápios quase imutáveis de cor, e pagavam as contas em cheques, afinal quem pagaria uma conta em sei lá quantos milhares de Cruzados Novos ou Cruzeiros, em dinheiro vivo?.

Ao longo do tempo, muito desta fotografia tem mudado. Cada vez mais restaurantes surgem novos restaurantes, cardápios não duram mais que uma breve temporada, e garçons, bem, estes cada vez são menos frequentes.

Sim, novas gerações surgiram com novas demandas, e cada vez mais a experiência do usuário no setor de Food Service, vem mudando.

Hoje, com a vida mais moderna — às vezes mais agitada — cada vez mais os consumidores buscam por agilidade e praticidade. e as novas gerações encontraram naquele antigo cenário, várias arestas.

Resolver arestas é a função principal da tecnologia

Buscar soluções que ajudem os consumidores a terem uma melhor experiência em suas visitas aos Restaurantes, é tarefa importante e que tem sido almejada por algumas FoodTechs.

Antes, os garçons conheciam meus pais e avós, pelo nome, hoje, garçons — que muitas vezes são temporários — não conseguem traçar um perfil daqueles consumidores que estão à mesa para poder oferecer um produto especial e fazer uma venda casada ou um upselling, aumentando o ticket médio daquela operação.

Neste momento, a tecnologia, através do CRM — Customer Relationship Management, através de um programa de fidelidade que atraia os consumidores a “entregarem” seus dados em troca de benefícios — pode muito ajudar este estabelecimento a vender mais.

Outra aresta muito comum, nos dias atuais, é a questão do pagamento. 

Em muitos restaurantes, principalmente estes executivos — de dia de semana — é capaz que você almoce em 30 minutos e fique aguardando o pagamento outros 20, seja na mesa ou mesmo na fila. Isto é ruim para os dois lados, seja para o consumidor que fica ali esperando, inutilmente, ou para o Restaurante que fica com a mesa bloqueada, perdendo giro.

Um sistema de pagamento mobile, através do celular do cliente, interligado a operação, é hoje algo “simples” e que pode aumentar bastante, o giro pro restaurante, a comodidade para o cliente, a segurança — evitando circulação de máquinas, dinheiro e golpes — e, também, auxiliando no CRM e programa de fidelidade.

Avançando um pouco mais, os sistemas mobiles também podem incluir o pedido dos consumidores, interligados diretamente a cozinha do estabelecimento,

Auxiliando o horário de pico, reduzindo a equipe de garçons, e garantindo um conforto a mais para seus consumidores, fora que evita erros e diminui desperdícios, por consequência. 

Com isto, cardápios podem ser analisados com informações mais precisas, fotos e até mesmo vídeos, dando as informações que os consumidores precisam, além de sugerir vendas, e mais, ser um passo para agendamentos de pedidos ou mesmo, pedidos de delivery externos ou “para levar”.

Assim, a tecnologia está cada vez mais presente no dia-a-dia dos consumidores e frequentadores dos Bares & Restaurantes, trazendo além de comodidade, maior segurança e praticidade aos proprietários dos estabelecimentos.

Mas, nenhuma transformação digital se faz “da noite para o dia”, e muito menos sem a análise dos 3Ps, sim, processos, pessoas e programas 

— conheça um pouco mais deste método em nosso material ou, mande um inbox para falarmos mais a respeito.

Bons Negócios!

Marcio Blak, ajudando o mercado de software de food, varejo & franquias a crescer.

Acesse mais conteúdo no nosso portal foodfranquias.com.br

A saga do Food Delivery

Pedir comida em casa, do seu restaurante favorito, não é nenhuma novidade que tenha surgido nos últimos anos.

Há quase 1 século, no Brasil, pedir comida pelo telefone é uma prática conhecida.

Muitos restaurantes e lanchonetes, ao serem criados, já se preparavam para receber os pedidos pelo telefone, e entregavam na casa dos “fregueses”, é claro que no início, a área de entrega era bem restrita, pela falta de mobilidade e pelas embalagens rudimentares. Dizem que nos primeiros “deliveries” as embalagens precisavam ser “devolvidas” depois.

Dando um salto na história, com a popularização da web, alguns desenvolvedores de sistemas, pensaram, “e por que não trazer isto para um site na internet ?” e com isto nasceram as primeiras páginas onde os consumidores podiam escrever seus pedidos, em mensagens de texto, e as mesmas eram enviadas por email, ou até mesmo por pagers, nos idos dos anos 90, e que tive a oportunidade de testar em conjunto com meu SnackControl (ainda em Clipper). Naquela época, a grande dificuldade era fazer os pedidos chegarem dentro dos Restaurantes, com velocidade e clareza.

Depois dos primeiros sites, no Brasil, começaram a surgir no inicio dos anos 2000, iniciativas de agrupar restaurantes em uma só página, como se fosse uma “praça de alimentação” — hoje muito conhecidos como MarketPlaces — mas naquela época, quando surgiu o RestauranteWeb, ainda não havia esta denominação, mas algo revolucionário estava por vir.

Ainda na primeira década de 2000, iniciativas como o Disk Cook — “pai” do @ifood — um agrupador de entregas para restaurantes com sua própria logística, antes usado apenas pelo telefone pelos consumidores, também ingressou nos pedidos pelo site, lembro que os pedidos chegavam as lojas por fax — usando o modulo de impressão do windows !

Muitas iniciativas surgiram neste mesmo tempo, fora do Brasil, como o GrubHub, JustEat, entre outros sites que fizeram história mundo a fora (até hoje). Em 2010, “euzinho” enveredei para este mercado, após vender a SnackControl para Bematech, resolvi criar o ComerNaWeb, um portal de reservas e delivery online. ComerNaWeb nasceu no começo de 2010, um pouco antes inclusive do Ifood ser lançado oficialmente.

Ainda em 2010 nasce o iFood aqui no Brasil, derivado dos empreendedores do Disk Cook, A partir deste momento a história já mais recente, muitos já acompanham há anos. iFood passa comprar alguns players menores, como RestauranteWeb, Central de Delivery (Recife), até se associar ao PedidosJá aqui no Brasil, que já tinha levado outros players como HelloFood — provavelmente estou esquecendo de alguns players que passaram pelo “front” do mercado. Até o ComerNaWeb sentou a mesa com o iFood, mas na época não achamos a proposta interessante..

Aquisições, falências, joint-ventures, e por ai o mercado foi se formando.

É muito importante olhar para aspectos como experiência do usuário, tecnologia de envio dos pedidos, e principalmente da logística por trás do delivery.

A alavancagem mesmo do delivery online veio com o advento dos smartphones e da ampliação ao acesso a internet mobile. Lá atrás, nos idos de 2010, os pedidos online brigavam não entre si, mas sim, com o telefone. Este era o maior concorrente de qualquer iniciativa digital — até porque sentar no desktop, ligar o computador, para pedir uma pizza, ainda era bem demorado — fora ter a certeza que seu pedido chegou no restaurante e que o mesmo vai preparar ainda era algo complexo nesta indústria.

Ao longo dos anos, a conexão com o Restaurante mudou. A medida que as lojas também passaram a estar online, por necessidades diversas, fosse o CFTV, fosse o acesso do suporte aos sistemas de automação, muitos restaurantes passaram a receber seus pedidos em aplicativos na tela do computador, com sinetinhas tocando, o que facilitou bastante a vida, tanto dos sites — e futuros apps — quanto dos restaurantes.

Mas a explosão do uso dos celulares no Brasil, a partir de 2014. foi o que realmente impulsionou o delivery online.

Uma vez que o consumidor estava com seu celular a mão, era muito mais fácil, entrar no app/site e fazer seu pedido, sem lutar com as linhas ocupadas, ou com a lenga-lenga de muitos atendentes, e assim, o fluxo dos pedidos passa a migrar do telefone comum, para o digital. Claro, que o massivo investimento em midia Offline & Online, de players como iFood, PedidosJá, entre outros, e a distribuição dos famosos “vouchers de R$10” aos montes, ajudaram bastante a este crescimento destes apps.

Vale apontar, que grande parte da penúria de portais menores — como o meu finado ComerNaWeb — foi a briga desigual de marketing e investimentos por mídia que grandes players fizeram, mas é claro, vencem os mais fortes. E assim, se deu.

Um outro ponto muito importante na expansão do delivery online foi o advento do pagamento online.

O canal delivery sempre sofreu dos “trotes”, e quando os apps surgiram, não foi diferente — ainda mais pela novidade. Como bastava preencher um cadastro — não confirmado em seu início — e fazer o pedido, muitos restaurantes sofreram prejuízos, e no início boicotaram esta iniciativa, deixando seus receptores de pedidos desligados — porém, quando os apps trouxeram o pagamento online para “frente”, ou seja, antes de preparar o pedido, mesmo com as taxas — um tanto abusivas — os restaurantes ficaram mais seguros. Este advento do pagamento online, de inicio trouxe um outro problema, que era o repasse entre aplicativo e restaurantes, uma vez que em média demoravam mais que os cartões crédito tradicionais e que atacava diretamente o fluxo de caixa dos restaurantes. Com o passar do tempo, muitos clientes começaram a optar por este formato, e como tudo na vida — quem manda é o consumidor — os restaurantes acabaram se adaptando.

Porém, o grande entrave dos restaurantes para expandir através do delivery é de fato a equipe de entrega.

Quando os primeiros portais começaram a oferecer o chamado “full service”, muitos restaurantes, pequenos e médios, optaram por este serviço.

O full service consiste em uma equipe de entregadores-parceiros, no estilo “uber drivers”, que ganham por entrega, sem maiores vínculos empregatícios — o que traz pra mesa uma “briga boa” com a lei trabalhista — onde o Restaurante paga uma taxa “gorda” para o aplicativo — na casa de 27 a 30% — e o portal fica responsável por toda logística e o restaurante só precisa preparar o prato, como se fosse uma venda “balcão”.

Tudo vinha crescendo num ritmo esperado, quando chegou a pandemia em 2020 e o delivery passou a ser o centro de todas as atenções no Food Service. A busca pelas plataformas explodiu. iFood passou de 90k restaurantes parceiros para mais de 200k parceiros. Todas as plataformas como Rappi, UberEats cresceram, inclusive 99Food, Delivery Much e AiqFome — esta última adquirida pela Magalu no inicio de 2021.

A pandemia mudou o ponteiro do delivery online, aumentou muito a preocupação com a logística de entrega — ampliando também o número de entregadores-parceiros — e a digitalização deste processo de logística com integrações entre aplicativos e sistemas de PDV cresceram num ritmo não antes previsto.

É importante salientar que não só dos marketplaces vive o Food Delivery. Com a concentração dos aplicativos em 5 o 6 players, o mercado de Food acabou se tornando um pouco refém das políticas de preços e os consumidores com a prestação de serviços.

Iniciativas de sites e apps próprios, cresceram também.

Muitas empresas de sistemas começaram a ver que há um filão por trás deste cenário, podendo criar soluções customizadas para os restaurantes.

Com este modelo, o restaurante pode oferecer um sistema de pedidos de delivery, via link ou site próprio, onde o consumidor acessa diretamente sua página e faz seu pedido. Soluções como GoomerGo, PedePronto, Neemo, entre várias outras tiveram bastante relevância neste momento, atraíndo a atenção não só dos Restaurantes, mas também de bons investidores.

O grande “senão” deste canal é que os restaurantes precisam ter a sua logística, ou contratá-la de terceiros, com empresas como Lalamove, Loggi ou a gigante DeliveryCenter, que tem montado hubs específicos nos Shopping Centers.

Brasil é o quinto em vendas online para Delivery

Não adianta falarmos toda esta história sem mostrar para onde este mercado está indo e alguns números bastate expressivos sobre ele. Veja abaixo:

Números globais

  • Valor total de vendas online do mercado global de USD 136,4 bilhões em 2020 com um aumento de 27% sobre 2019.
  • Mais de 1.6 bilhões de usuários globais é a marca prevista para 2021
  • Previsão de USD 182.3 bilhões de faturamento para 2024

A divisão dos Mercados Munidais — Brasil é o quinto em vendas online para Delivery

Geograficamente a China representa o maior mercado de pedidos delivery Online com mais de USD 51.5B em faturamento em 2020, Já o EUA vêm em segundo lugar com USD 28.4B, seguido pela Indica com aproximadamente USD 11.6B. O Reino Unido vem em quarto lugar com USD6.5 B e o Brasil em quinto lugar com USD 3.8B.

Sobre a geração Millenials e seus hábitos

  • 57% deles dizem preferir pedir comida em casa para assistir filmes e séries
  • 59% dos pedidos em restaurantes são delivery ou takeout
  • 45% diz se houver programas de fidelidade ou pedidos via celular fariam pedidos mais frequentes

33% dos consumidores (americanos) dizem que pagariam taxas maiores de entrega para receberem seus pedidos mais rápidos.

Poderia ficar aqui, por horas e horas falando sobre as aventuras no Food Delivery, dicas e how-to de várias situações, mas vou deixar meu canal aberto para quem quiser comentar aqui embaixo ou me chamar prum “chopp virtual” para falarmos mais.

A pandemia vai passar e o delivery vai continuar!

Espero que tenham gostado, deixem seu “like” aqui embaixo!

Marcio Blak, ajudando o mercado de software de Food, Varejo & Franquias a crescer

* Estatísticas baseadas em alguns artigos, como:

Fuja do Caos Digital

O processo de transformação digital chegou com força total no mundo dos negócios. É, certamente, a expressão mais usada neste último ano, e para o varejo e o food service, não foi diferente.

A digitalização tem como imagem, na maior parte do seu público, um desenho de que basta ligar o computador, e passar a fazer as tarefas através dele, que, num passe de mágica, seu negócio passou para era digital.

Bom, lamento dizer, não é bem assim.

A transformação digital deve passar por pilares importantes, que costumo chamar, dos “3 Ps” — que são Processos, Pessoas e Programas. Só vamos conseguir uma mudança eficiente se olharmos estes 3 pontos antes de darmos os próximos passos no mundo digital.

Vamos supor um caso, um restaurante que deseja entrar no mundo digital com seu delivery. O cenário pré-digital passa por receber pedidos pelo telefone, e já também por whatsapp, um sistema de caixa informatizado, e uma cozinha caótica, por costume.

A primeira parte da nossa análise é o P dos Processos. Devemos mapear todos os processos que vão ser ativados durante a jornada entre chegar o pedido e ser preparado na cozinha. Exemplo: capturar o pedido ao telefone e digitar no computador. Imagine que neste processo de digitalização, o restaurante também passe a receber pedidos pelos apps dos marketplaces, ou mesmo do seu site, então integrações com sistema de caixa, seria mais um outro processo a ser avaliado.

Passados os processos, entramos no P das Pessoas. Toda cultura de uma empresa está, em geral, nas atitudes das pessoas, sejam sócios, gestores ou colaboradores. Se sua equipe não está pré-disposta a mudanças, você precisará primeiro de muito treinamento para que possa dar tudo certo. Invista neste ponto, sem o comprometimento de todos. o fracasso será certo.

Por fim, chegamos ao P de Programas, ou seja, os softwares propriamente dito. Uma vez que temos os processos mapeados, sabemos exatamente o que os Programas deverão fazer para atender a jornada por completo. Na escolha dos softwares, em geral você pode precisar de mais de um módulo, ou de produtos diferentes, a integração entre eles, de forma eletrônica, sem intervenção humana, é ponto crucial.

Casos de falta de preparo de equipe vêm ocorrendo com frequência. recentemente fiz um pedido através de um app de uma grande cadeia de fast-food, fiz o pagamento online e apontei que iria buscar via drive-thru. Tudo parecia perfeito. Mas a experiência não foi. Uma vez que cheguei ao estabelecimento, fiquei na mesma fila de carros que todos os demais, fora isto, a atendente não conseguiu entender que meu pedido havia sido feito e pago via app, depois quando esclarecido, encaminhou-me para a cabine da retirada, e meu pedido não estava pronto. E eram apenas batatas! Fiquei aguardando a separação, mais tempo do que se tivesse feito tudo no velho e bom modo normal.

O que quero mostrar aqui neste episódio, real, que os Ps, de Processo e de Pessoas, que podem parecer algo não muito relevantes, é de fato o ponto crucial de toda a experiência digital do usuário.

Assim, reforço que, para atingirmos um nível de satisfação na transformação digital é muito importante que você esteja assessorado por um especialista que consiga auxiliá-lo em todos os pontos deste roteiro, para que você não tenha simplesmente a digitalização do caos

Marcio Blak, ajudo o mercado de Software de Food, Varejo & Franquias a crescer |

Quero expandir meu canal de vendas de Software, o que fazer?

O dilema do canal é por sua vez um dos temores dos gestores de qualquer empresa em expansão. Principalmente no Brasil que é um país continental, estar somente em SP ou no RJ, não é mais possível para um pleno sucesso de um bom produto ou serviço.

Muitas empresas, principalmente no mercado de software, certamente já se depararam com a dúvida entre expandir, abrindo revendas ou filiais próprias. E, sim, existem várias questões pertinentes aos dois modelos que podem ser discutidas, afinal um software não é um pacotinho que a gente pode mandar pelo operador logístico e pronto.

Se pensarmos pelo lado das filiais próprias, levantaria um primeiro ponto que acho ser sempre um dos principais, é se existe budget – trocando em miúdos: grana – para que possa ser feita a distribuição diretamente por um canal próprio – de filiais. Se existir este funding, acredito que certas praças sejam bem importante estar com as próprias pernas. Não só para marcar bem o território,  mas, e principalmente, para adquirir o conhecimento e mantê-lo dentro de casa, tendo o controle total da operação – e o contato “cheek-to-cheek” com os clientes.

Mesmo com a grana dentro de casa, é importante pensarmos em outros aspectos da ida por filiais, a estrutura gerencial deste formato, caberá principalmente aos executivos da matriz, criando um emaranhado de gestores, que por sua vez liderarão cada uma das filiais. Isto também pode tornar o processo mais burocrático, e eventualmente muito pesado para a organização original sustentar, seja em formato financeiro, seja na questão organizacional. Por isto, se não houver processos, é melhor criá-los antes de dar os próximos passos. 

Por outro lado, quando pensamos em uma estrutura pequena, de uma pequena ou média software-house, o que vem logo a cabeça ao pensar em expansão é montar uma rede de distribuição através de um canal de parceiros. Posso falar de experiência própria, que em se tratando de venda de software estilo ERP, montar um canal é tão ou mais caro que montar suas filiais – fora que você ainda reparte boa parte das receitas com seu parceiro – ou se preferir chamar, sócio!

Sim, de fato, o canal de vendas através de revendas é geralmente o primeiro passo, pois achamos que os investimentos devem ser menores, já que não há relação trabalhista, não há imobilização em escritórios e infra-estrutura, porém, em média, deixamos 40-50% da receita com os parceiros. Fora que deixamos o ativo mais valioso, longe de casa, ou seja, o cliente em si. Pois este se relacionará na ponta, na implantação, no dia-a-dia, com a equipe da Revenda.

Mesmo o canal por revendas pode ser montado de várias formas, no que tange software, por exemplo, pode-se usar a revenda apenas como agente de vendas, pode concentrar o suporte – remoto – na matriz, deixando apenas a implantação nas pontas, ou mesmo se o valor do produto contemplar, pode-se deslocar equipe para fazer a implantação caso-a-caso.

É sabido que independe do canal e formato escolhido, o treinamento, o comprometimento, são quesitos fundamentais.

O engajamento é peça importantíssima para o sucesso de qualquer produto, e sendo um produto como um software, se não houver o comprometimento total, da ponta que desenvolve, com quem vende e com a ponta que implanta e suporta, a cadeia como um todo não ficará satisfeita.

Assim, é importantíssimo que o líder deste projeto esteja bem próximo dos gestores das filiais ou mesmo de cada um dos representantes, para que possa rapidamente aferir se está havendo uma fluidez ou se há muito ruído nas implantações, e ao encontrar problema, possa agir rapidamente, eventualmente até trocando a revenda em determinada região.

No caso do canal por revendas, outro ponto importante a se levar em consideração é o tamanho de cada área de atuação, não permitindo que muitas revendas sejam colocadas na mesma região criando conflito de interesses. Deve-se manter a saúde financeira do negócio viável, tanto para o produtor do software, quanto também para a Revenda, e neste caso, mais revendas na mesma área, estas terão que repartir o bolo que é único, dificultando a sobrevivência individual.

E, claro, falando-se em gestão distribuída, e também já que falamos de software, não podemos esquecer de um bom sistema CRM capaz de gerenciar os leads  de cada região, como as pontas estão atendendo seus clientes, enfim, todo andamento do pré e pós venda.

Uma coisa é certa, como quase tudo em negócios, não existe o certo ou errado. E sim, existe o mais indicado ou menos, para uma determinada situação, portanto, analise o momento de sua empresa, budget, recursos humanos, e faça sua melhor decisão.

Como todo post, este é mais um para abrir a reflexão, claro que boas idéias dvem ser compartilhadas então se você concordar, ou não, deixe seu comments que abriremos a discussão de forma saudável!

Bons Negócios, e precisando de apoio para expandir, entre em contato !!

Marcio Blak, ajudando o mercado de software par Food, Varejo e Franquias a crescer.

Segurança da Informação num mundo digitalizado

Você faz seguro do seu carro? Da sua casa? De vida? Provavelmente sim. E por quê? Porque seu carro, sua casa e sua vida são bens importantes que você precisa de alguma forma proteger.

E seus dados? E os dados de seu negócio? Bom, isto até pouco tempo, para muitos, se limitavam a um ou outro backup!

Mas, a Segurança da Informação não é mais simplesmente um firewall ou um antivírus para evitar um software intruso. Ela se tornou uma ciência importante no mundo e na era digital.

Hoje em dia, a informação é o “novo petróleo”, a importância de dados se tornou tão alta que quem os domina, detém em geral, o poder sobre aquela área ou aspecto.

“Mais de US$ 1 trilhão são perdidos, por ano, no mundo, por fraudes eletrônicas.”

Antigamente, antes da era da Internet, ter acesso aos dados era bem mais complexo, mas nunca foi impossível, você precisava acessar o servidor quase que “fisicamente” através de linhas telefônicas ou privativas, lembro quando eu era pequeno de um filme chamado “War Games (1983)”, que tratava destas falhas de segurança digital e me levou, no futuro, a estudar o tema.

Muitos anos se passaram, e hoje, no pico da era digital, temos o mundo interconectado 24 horas por dia. Através da internet é possível acessar praticamente qualquer coisa, seja o “Pentágono” ou Restaurante do “zé da esquina”. E muitas informações estão simplesmente soltas por aí.

Dentro dos estudos de Segurança da Informação, existem dois tipos bem definidos de “proteções”, a chamada barreira física e a barreira lógica. Barreiras físicas são equipamentos ou até mesmo uma “sala trancada” onde ficam seus servidores, ou seja, tudo que diminua o acesso físico. Equipamentos como firewalls, entre outros também servem de barreiras físicas, mas são híbridos, pois tem softwares por dentro deles, onde aplicam-se os conceitos de barreiras lógicas, como: criptografia de dados, tokens de acesso, certificados, entre outros

Na implementação de um estudo de Segurança da Informação, alguns pilares são importantes, uns chamam de “DICA” outros de “CIDAL”, mas ambos tratam dos pontos importantes como:

  • Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade, Autenticidade e Legalidade.
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Em geral, estes pontos regulam sobre o dado, de quem pertence, para quem destina, a veracidade do mesmo e que ele esteja disponível e correto quando necessário seu acesso.

Muitas tentativas de roubo de dados são, muitas das vezes, tão absurdamente ridículas, mas que muitos desavisados ainda são pegos desprevenidos, por exemplo, o Spoofing que podem partir de emails com URL manipuladas que fingem ser bancos ou instituições importantes, mas que direcionam o usuário a digitar senhas em sites falsos, para que sejam capturadas por criminosos. Dentre os casos de ataques cibernéticos conhecidos, podemos citar:

  • Backdoor, Phishing, Spoofing, Manipulação de URL, Ataques DoS, DDos ou DMA, Eavesdropping, Decoy e Shoulder Surfing, são alguns dos ataques comuns na atualidade.

Mas como se prevenir de tudo isto? Primeiro é importante como profissional da área, manter seus sistemas com softwares atualizados e originais, buscar acessar (e disponibilizar) sites que possuam camada de segurança ssl/https, separar seus bancos de dados de camada de acesso externa, mantendo em máquinas separadas, com IPs bloqueados, Portas travadas, uso de tokens randômicos para funcionar em paralelo a senhas de acesso, enfim, existem uma infinidade de situações que devem ser mapeadas e implementadas de acordo com a estrutura e com os dados que precisam ser protegidos.

Também é importante, como profissionais da área nos preocuparmos com o atendimento a LGPD — a Lei Geral de Proteção aos Dados, Em linhas gerais, a LGPD regula várias tratativas para empresas de softwares, e seus usuários, se preocuparem com a coleta e armazenamento de dados de seus clientes e consumidores.

  • Anonimização, rastreamento, e consentimento são alguns dos pontos principais da LGPD.

Mas, você, usuário — pessoa física, pode também tomar algumas providências no seu dia-a-dia para evitar que estes números cresçam e que bandidos digitais possam roubar suas informações.

A primeira delas é restringir ao máximo a oferta de seus dados, evite informar dados sensíveis como foto, cpf, data de nascimento, telefones, endereço, emails, entre outros dados em qualquer lugar.

Para coletar seus dados, estes devem ser consentidos, como citamos pela LGPD. Outra medida simples, são as senhas. Evitar senhas como “1234” , “ abcd”, seu nome, ou data de nascimento, ajudam muito a bloquear os acessos indevidos a dados.

Grande parte das “invasões” se dão através de acessos aos sistemas por senhas de pessoas que tomaram pouco cuidado em criá-las ou mantê-las seguramente guardadas.

O assunto de Segurança da Informação é bastante extenso, fizemos aqui um breve resumo com alguns pontos importantes, mas vale um estudo mais aprofundado caso você precise implementar um bom sistema de segurança de dados de sua empresa.

Se precisar, pode entrar em contato comigo, por blakinfo@gmail.com, que terei o prazer em orientá-lo.

Marcio Blak

Consultor especialista em TI para Varejo, Food & Franquias

8 dicas Tech para explorar no segmento de Food

Este ano, por conta da pandemia, não aconteceu a famosa e esperada NRA Show, uma das maiores feiras voltada para Restaurantes do Mundo, promovida pela NRA – National Restaurant Association, americana.

No último ano, a NRA lançou um “manifesto” com as maiores tendências para os próximos 10 anos em todo setor de food service, extrai deste documento 8 dicas que serão exploradas para a área Tech, no segmento de Food.

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  • Restaurantes aceitarão, por definição, pagamentos mobile
  • Clientes farão seus pedidos por app mobiles de seus próprios celulares.
  • Comandas eletrônicas com pagamento mobile serão utilizadas com frequência para a la carte e outros métodos de operação.
  • Pedidos por telefone tendem a desaparecer sendo substituídos por pedidos digitais via app.
  • Os autoatendimentos irão crescer para operações de cardápio limitado e rápido.
  • Menu Boards serão totalmente digitais 
  • Extrair conhecimento dos dados do PDV será uma tarefa mais fácil
  • A Tecnologia será mais eficiente no controle de custos e aumentará o rendimento da gestão das lojas.

De fato, muitos destes insights já estão tomando forma, e já vemos, inclusive aqui no Brasil.

Sem dúvidas, o mobile veio para ficar, seja na mão dos garçons, seja – também – nas mãos dos clientes como facilitador para pedidos, pagamentos e o que mais puder estar dentro das telas dos smartphones.

A gestão também mudará, nos próximos anos, com uma maior integração entre os fornecedores e os compradores que facilitará muito o controle de custos, gestão de cotações e recebimento das mercadorias.

Novos vínculos com bancos, como o PIX, e adquirentes de cartões e vouchers, facilitarão bastante a conciliação da gestão financeira dos estabelecimentos, evitando perdas de dinheiro, e de tempo!

Agora é esperarmos as novidades nos sistemas de gestão que estão em no mercado, com funções cada vez mais ágeis para os gestores e donos dos restaurantes brasileiros!

E você, o que acha que deve estar por vir nos próximos 10 anos? Deixa aqui nos comments.

Que venham as novidades techs!

Bons Negócios!

Marcio Blak

Dicas para você Comprar melhor no Food Service

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Você já deve ter escutado falar em CMV, correto? O Custo da Mercadoria Vendida, é um dos vilões ou heróis de qualquer operação de Food.

É sabido que “dentro” do CMV existem alguns fatores a mais, do que o simples custo, como desperdício, roubos entre outros pormenores, mas o principal fator impactante do CMV é realmente o custo do insumo.

Para um bom CMV precisamos ter custos proporcionais ao preço de venda de cada produto em seus negócios. Nem sempre o menor preço é o melhor, pois dependemos de qualidade do produto, mas para chegarmos ao melhor preço para o seu negócio, não podemos sair comprando no primeiro fornecedor.

Insumos de alimentação em geral flutuam muito de preço no curto espaço de tempo. Alguns são balizados em dólar, outros dependem do Clima ou Tempo, quantas vezes você já não viu que o preço do tomate disparou por causa de uma chuva forte, ou o preço da farinha aumentou, porque o dólar subiu?

Nas grandes cidades existem diversos distribuidores, atacadistas, e até fornecedores da indústria que vendem diretamente aos Restaurantes. Diria que além de diversos fornecedores, existem centenas, ou até milhares, de marcas, similares, de insumos que podem ser substituída com mesmo rendimento, apresentação, sabor e com custos melhores.

É neste momento que entra a Cotação de Compra.

Um gestor de restaurante deve, semanalmente, cotar seus insumos com seus fornecedores.

Vou deixar aqui algumas dicas para você:

  • Inicie sua cotação fazendo um planejamento em grupos de insumos, separando seus insumos em grupos como: Carnes, Mercearia, Congelados, HortiFruti, Bebidas, etc.. Deixe uma coluna para a marca, outra para unidade de compra, preço da cotação e quantidade a ser comprada. Se possível monte uma planilha em Excel ou utilize um Sistema de Gestão apropriado.
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Se quiser baixar a planilha esta neste link https://drive.google.com/file/d/1lO7pfGOBaW6e-_ZSym9m1dz6gtcHmUmX/view?usp=sharing

  • Elenca pelo menos 3 fornecedores da sua região que trabalhem com cada grupo de insumos.
  • Pelo menos 1 vez por semana, envie sua solicitação de cotação para todos os fornecedores que você separou, perguntando o preço de todos seus insumos. Se você precisa de uma determinada marca, informe-a no pedido de cotação. Sempre bom informar se você aceita outra marca similar.
  • Ao receber a cotação, informe na sua planilha o preço e a marca do insumo, assim, pode criar uma fórmula que já estime para você o total de cada pedido a ser feito.
  • Verifique, manualmente (ou via macro do Excel, ou utilizando um Sistema), qual das cotações tem o menor preço por item, ou o “menor” para a qualidade desejada, ou mesmo o menor valor total de compra, lembre-se que eventualmente fornecedores tem pedido minimo para faturarem.
  • Repita este processo pelo menos 1 vez por semana.

Sim, é um processo que leva tempo, tem que ter disciplina. Muitos fornecedores respondem atualmente por whatsapp, facilitando a troca de informações, outros também mandam planilhas de preços semanalmente, o que pode te ajudar nas cotações. Mas a “simples e velha” máxima do contato com o vendedor sempre vai te deixar próximo daquelas promoções relâmpago, que podem ser a salvação de um CMV que tenha “saído dos trilhos”.

Uma outra dica, é cuidado com fornecedores homologados previamente.

Se sua rede de franquia exige que você somente compre em determinado fornecedor, tome cuidado. Não estou dizendo para você descumprir regras ou acordo com seu Franqueador, mas é sempre bom comparar com o mercado, uma vez que você pode comprovar ao Franqueador que existe condição melhor em produto exatamente igual (similar) do que o “homologado”, dando uma margem melhor para o negócio. Vez por outra, franqueadores “levam um rebate” destes itens homologados, e obviamente, quem esta pagando este rebate é você.

Tenho absoluta certeza que este processo, mesmo demorado, muitas vezes manual, pode te ajudar a economizar bastante, existe toda uma ciência por traz de compras.

Não esqueça!

Quando seus produtos chegarem, confira a Nota Fiscal com o produto físico!

Tem sempre uma margem de possíveis “desvios” nestes casos, mas isto é assunto para outro artigo!

Gaste este tempinho a mais, crie processos para isto, e certamente você verá seu CMV descer e seu LUCRO subir.

Boas compras!

Marcio Blak é um entusiasta de gestão, tech e food service.

Como gerar informações relevantes no seu Restaurante

Você já parou para pensar a quantidade de dados que são gerados dentro de uma operação de Food Service?

Façamos uma conta rápida, imagina um Restaurante, que faça em média 300 vendas por dia, cada venda, com 4 produtos, e cada produto com 5 itens de insumo.

Num mês, teríamos, 36.000 registros de venda, e num ano, 432.000 registros e mais de 2 milhões de itens na movimentação de insumos, somente decorrente das baixas por venda. Amplie agora, esta loja, fazendo parte de uma rede, de 200 lojas, em um ano…

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Só em itens de venda, teríamos um número de registros que ultrapassaria os 86 Milhões de registros de venda no ano.

Como lidar com este volume de dados para tirar algum proveito? Com absoluta certeza, só através de um bom sistema de automação e gestão, mas será que qualquer um vai servir?

A maioria dos sistemas costumam trazer dados de forma “reta” em relatórios, algo estanque, sem que seja possível interagir com os dados apresentados, muito deles, mostram em forma de tabelas, coluna a coluna, mas com difícil entendimento.

Muitas análises, partem de outras análises, o que quero dizer com isto?

Quantas vezes, ao olhar um determinado relatório, já te deu vontade de apertar uma das células, e ver da onde veio aquele número?

Só que estes relatórios “parados” não permitem este tipo de interação. Como saber quais produtos foram vendidos, em determinados dias, se o seu relatório só vem mostrando, por exemplo, Vendas por SubGrupo?

Daí, você gostaria de saber quais Produtos determinado Garçom vendeu nos dias 3 a 7 de janeiro de 2019, e para isto você precisa ir para outra tela, em outro relatório..

Mas como chegamos nestas informações?

Para resolver estas questões, nasceu há alguns anos, o processo chamado de Business Intelligence ou BI.

Geralmente os BI’s lidam com um volume enorme de dados, e tem ferramentas como visões por drill-down, onde você vai clicando e abrindo os dados até chegar na granularidade que deseja. Os BI’s também trazem visões como dashboards e cockpits, onde através de modelos gráficos, visuais, conseguimos analisar tendências e dados.

Uma ferramenta de BI externa a seu sistema de gestão pode ser um solução, embora possam encarecer seu custo, além de requererem integrações e pessoal especializado para criar as primeiras análises.

Porém, pra faciliar, existem muitas possibilidades que os sistemas de gestão podem fazer para “minerar” estes dados, através de tabelas dinâmicas, usando inclusive o drill-down que mencionei acima.

Para quem não conhece, trouxe abaixo, uma simulação de uma tabela dinâmica, que encontramos em sistemas de gestão, e destacamos a grande facilidade destas funções permitindo que o próprio gestor “arraste” as visoes, por exemplo, se ele quiser ver o vendedor que vendeu os itens, basta ele puxar a célula “Sales Person” e colocar a direita de “Product” por exemplo.. assim, a grade, mostraria cada um dos produtos vendidos por cada vendedor..

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Ou seja, um relatório nunca mais será estanque, você achou que a visao de linha x coluna, seria melhor como coluna x linha, sem problemas, arraste um pra cada lado, e pronto, o relatório se ajusta.

Então, vai ficar no seu sistema que traz em tela, relatórios igual de papel?

Quer mais dicas de como tirar o melhor proveito dos seus milhões de dados de seu restaurante? Me manda um inbox!

Boas vend@s

Marcio Blak, é um entusiasta de tecnologia e varejo, e principalmente do setor de Food Service

Remédios Tech para a pandemia!

Num cenário de incertezas, muitos restaurantes têm se voltado para a tecnologia com a intenção de maximizar sua eficiência, e criar melhores condições de operação e treinamento de equipes. Mas com tantas opções de tecnologia e um avanço, cada dia maior, neste caminho, isto pode gerar dúvidas para a escolha da oferta certa para cada uma de suas necessidades.

Fizemos um top 5 das tecnologias, mais prováveis, para os próximos 12 meses.

Levamos em consideração o final da pandemia, e com certeza, um novo modelo de relações interpessoais.

  • Pedidos Móveis (Smart Ordering)

Precisamos estar onde o cliente está.

Esta máxima já é bem conhecida de todos. Como os consumidores tendem, cada vez mais, estarem “dentro de seus celulares”, é pra lá que os Restaurantes devem ir. Assim, o “smart order” ou “mobile order”, que é dispor para o consumidor executar seu pedido (delivery, retirada ou mesmo no próprio estabelecimento) a partir de um “app” (ou similar) pelo próprio aparelho celular.

Assim, rapidamente o consumidor pode fazer seu pedido, pular a fila do caixa, retirar seu pedido (já pago pelo app), e ainda pontuar no programa de fidelidade, tudo isto, em poucos cliques.

Neste momento de pós-pandemia, onde as pessoas estarão receosas de manipular cardápios ou ficar em filas, está é uma ótima opção para fidelizar mais clientes.

  • Cardápios Digitais

Quanto maior o giro, maior o faturamento.

Este mantra, com certeza, todos os donos de restaurantes do tipo “a la carte” sabem. Mas como aumentar o giro, num curto espaço de tempo? Agilizando os pedidos, isto é certo. Uma das maneiras de reduzir este tempo de pedido é disponibilizando Cardápios Digitais na própria mesa do cliente, de forma fácil e ágil, o próprio cliente executa o pedido que segue direto para a produção na cozinha.

Em conjunto com o SmartOrder, os cardápios digitais vieram pra ficar.  

Os cardápios digitais podem também funcionar como “outdoors” e serem usados para propagandas, reduzindo seus custos, ampliando receita do estabelecimento. Com a passagem da pandemia, higienizar os tablets fica bem mais prático do que higienizar cardápios de papel, o que também pode ajudar no relacionamento com sua clientela futura.

  • AutoAtendimento

De forma parecida com os Cardápios Digitais, os AutoAtendimentos permitem que os clientes executem e paguem seus pedidos diretamente, sem interação humana.

Com usabilidade mais comum em Fast Foods, reduzem filas, aumentando a separação entre as pessoas. Também de forma mais prática para higiene, e uma vez que não circula cédulas (dinheiro), são mais propícios para os novos tempos.

  • KDS – Kitchen Display Systems

Pedido feito, o mesmo precisa ser executado. Através dos KDS é que a cozinha irá visualizar e preparar seus pedidos.

Os antigos “papeizinhos” que as impressoras cuspiam dentro da cozinha, estão com seus dias contados. Os KDSs, além de mais higiênicos para os tempos atuais, também permitem um melhor controle e alertas de tempo de preparo, eventuais atrasos, consolidação de pratos e produtos.

  • Menu Boards Digitais

Os MBDs são ligados, via software, ao banco de dados dos sistemas de gestão e PDV, com isto, podem atuar de forma dinâmica com promoções e preços sazonais, aumentando a chance de venda em momentos de baixa circulação.

Além da facilidade de atualização à distância, facilitando bastante a manutenção de redes com várias unidades.

Infelizmente, não há bola de cristal para sabermos o futuro, nem mesmo o remédio ou vacina para o Food Service se reestabelecer nesta pós-pandemia.

Mesmo que o mercado de trabalho, no setor de Food Service, leve um tempinho para retomar seus patamares,

os Donos de Restaurantes podem optar por uma vasta gama de soluções tecnológicas para ajudar a retomar as vendas e, também, adaptar-se as novas necessidades do dia-a-dia pós-pandemia.

Bons Negócios, foco e determinação.

Marcio Blak, é um entusiasta da tecnologia no Food Service

Inteligência Artificial no Food Service nos tempos de COVID-19

Uma das maneiras de perseverar é se adaptar aos novos modos o mais rápido possível, enquanto os problemas vem acontecendo.

Por mais assustadora que possa parecer a pandemia do COVID-19, o mercado de Food Service, em resumo os restaurantes, tem um papel fundamental. Mesmo com demissões em massa, reduções de equipe e turno, além do fechamento parcial (ou quase total) de seus canais de atendimento, continuamos sendo essenciais, pois alimentamos as pessoas.

Um dos primeiros passos para manter o atendimento à distância, foi a criação de atendimento via web.

Por cardápios digitais em sites, ou whatsapp, porém, este modo pode ser muito eficaz para um público mais jovem, que esteja acostumados as mídias digitais, mas e o público que ainda persiste (e gosta) do telefone, ou mesmo, do atendimento pessoal?

Neste caso, um método digital, chamado “Conversação por Inteligência Artificial”, vamos chamar de IA, pode ser um caminho, provisório e que pode se tornar definitivo, inclusive para compor a falta de pessoal, que em muitos casos, como dito, estão em turnos limitados.

A IA através de seus “bots” (programas de computador que fazem estas interações) podem ser colocados em uma primeira camada de atendimento para recepcionar o público através de uma forma mais natural, do que um cardápio digital na web. Seja via voz, ou via escrita, porém ambas, de forma mais natural.

A Conversa através da IA não significa que você esteja limitado a perguntas do tipo “SIM” ou “NAO”, atualmente, softwares permitem que você interaja de forma natural. Exemplos domésticos podem ser vistos como o a “Alexa, da Amazon” ou o “Google Home”, entre vários outros “bots” como a “SIRI” do iPhone. Assim, uma pessoa que não esteja familiarizada com um e-commerce, pode simplesmente, digitar:

“Oi, quero uma pizza, qual você tem na promo hoje?”

Alguns exemplos da IA podem ajudar a captar e interagir com seus clientes, que podem ser através do Facebook ou Instagram, usando os Messages num modelo de linguagem natural, escrita, ou mesmo whatsapp. Outro método é o uso da voz, mais natural impossível, através de atendimento normal, via telefone, aumentando o número de atendimentos simultâneos, e ainda permitindo as estatísticas que os softwares possuem.

Pode parecer coisa do futuro para muitos, principalmente aqui no Brasil, mas temos hoje já este tipo de tecnologia, e a cada dia, como sempre, a tecnologia vem se aproximando das pessoas, e com custos mais acessíveis.

Em resumo, enquanto a maioria dos restaurantes do mundo vem sentido na pele a redução do público presencial, em alguns casos em 100%, alguns vem trabalhando o digital de forma a se fortalecer, muitas marcas franqueadoras tem feito um bom trabalho no auxílio aos seus franqueados (mas, nem todas, infelizmente).

Importante, que pelo menos duas dicas possam ser ditas.

  • Comece pequeno, na IA, se pelo menos o primeiro contato já for atendido por um “bot” de IA, você já tera um bom alívio no atendimento da sua equipe, e permitirá trabalhar no mesmo ritmo, com menos pessoas. Respostas simples, horarios de funcionamento, entre outras questões podem ser rapidamente resolvidas pelos bots.
  • Cresça após a pandemia, implemente uma rotina mais apurada de controle, sugestões para clientes frequentes, pedidos e promoções do dia, enfim, inclusive a IA pode servir bem para um atendiment digital, presencial, dando mobilidade maior ao seu time.

Os desafios são muitos, não conseguimos prever tudo que irá ainda acontecer, mesmo olhando pros mercados que já estão a frente do Brasil na pandemia, mas algo é certo – o mundo digital está presente e não iremos voltar mais ao analógico.

Boas vendas!

Marcio Blak, entusiasta de tecnologia para o varejo em Food Service