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8 dicas Tech para explorar no segmento de Food

Este ano, por conta da pandemia, não aconteceu a famosa e esperada NRA Show, uma das maiores feiras voltada para Restaurantes do Mundo, promovida pela NRA – National Restaurant Association, americana.

No último ano, a NRA lançou um “manifesto” com as maiores tendências para os próximos 10 anos em todo setor de food service, extrai deste documento 8 dicas que serão exploradas para a área Tech, no segmento de Food.

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  • Restaurantes aceitarão, por definição, pagamentos mobile
  • Clientes farão seus pedidos por app mobiles de seus próprios celulares.
  • Comandas eletrônicas com pagamento mobile serão utilizadas com frequência para a la carte e outros métodos de operação.
  • Pedidos por telefone tendem a desaparecer sendo substituídos por pedidos digitais via app.
  • Os autoatendimentos irão crescer para operações de cardápio limitado e rápido.
  • Menu Boards serão totalmente digitais 
  • Extrair conhecimento dos dados do PDV será uma tarefa mais fácil
  • A Tecnologia será mais eficiente no controle de custos e aumentará o rendimento da gestão das lojas.

De fato, muitos destes insights já estão tomando forma, e já vemos, inclusive aqui no Brasil.

Sem dúvidas, o mobile veio para ficar, seja na mão dos garçons, seja – também – nas mãos dos clientes como facilitador para pedidos, pagamentos e o que mais puder estar dentro das telas dos smartphones.

A gestão também mudará, nos próximos anos, com uma maior integração entre os fornecedores e os compradores que facilitará muito o controle de custos, gestão de cotações e recebimento das mercadorias.

Novos vínculos com bancos, como o PIX, e adquirentes de cartões e vouchers, facilitarão bastante a conciliação da gestão financeira dos estabelecimentos, evitando perdas de dinheiro, e de tempo!

Agora é esperarmos as novidades nos sistemas de gestão que estão em no mercado, com funções cada vez mais ágeis para os gestores e donos dos restaurantes brasileiros!

E você, o que acha que deve estar por vir nos próximos 10 anos? Deixa aqui nos comments.

Que venham as novidades techs!

Bons Negócios!

Marcio Blak

Dicas para você Comprar melhor no Food Service

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Você já deve ter escutado falar em CMV, correto? O Custo da Mercadoria Vendida, é um dos vilões ou heróis de qualquer operação de Food.

É sabido que “dentro” do CMV existem alguns fatores a mais, do que o simples custo, como desperdício, roubos entre outros pormenores, mas o principal fator impactante do CMV é realmente o custo do insumo.

Para um bom CMV precisamos ter custos proporcionais ao preço de venda de cada produto em seus negócios. Nem sempre o menor preço é o melhor, pois dependemos de qualidade do produto, mas para chegarmos ao melhor preço para o seu negócio, não podemos sair comprando no primeiro fornecedor.

Insumos de alimentação em geral flutuam muito de preço no curto espaço de tempo. Alguns são balizados em dólar, outros dependem do Clima ou Tempo, quantas vezes você já não viu que o preço do tomate disparou por causa de uma chuva forte, ou o preço da farinha aumentou, porque o dólar subiu?

Nas grandes cidades existem diversos distribuidores, atacadistas, e até fornecedores da indústria que vendem diretamente aos Restaurantes. Diria que além de diversos fornecedores, existem centenas, ou até milhares, de marcas, similares, de insumos que podem ser substituída com mesmo rendimento, apresentação, sabor e com custos melhores.

É neste momento que entra a Cotação de Compra.

Um gestor de restaurante deve, semanalmente, cotar seus insumos com seus fornecedores.

Vou deixar aqui algumas dicas para você:

  • Inicie sua cotação fazendo um planejamento em grupos de insumos, separando seus insumos em grupos como: Carnes, Mercearia, Congelados, HortiFruti, Bebidas, etc.. Deixe uma coluna para a marca, outra para unidade de compra, preço da cotação e quantidade a ser comprada. Se possível monte uma planilha em Excel ou utilize um Sistema de Gestão apropriado.
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Se quiser baixar a planilha esta neste link https://drive.google.com/file/d/1lO7pfGOBaW6e-_ZSym9m1dz6gtcHmUmX/view?usp=sharing

  • Elenca pelo menos 3 fornecedores da sua região que trabalhem com cada grupo de insumos.
  • Pelo menos 1 vez por semana, envie sua solicitação de cotação para todos os fornecedores que você separou, perguntando o preço de todos seus insumos. Se você precisa de uma determinada marca, informe-a no pedido de cotação. Sempre bom informar se você aceita outra marca similar.
  • Ao receber a cotação, informe na sua planilha o preço e a marca do insumo, assim, pode criar uma fórmula que já estime para você o total de cada pedido a ser feito.
  • Verifique, manualmente (ou via macro do Excel, ou utilizando um Sistema), qual das cotações tem o menor preço por item, ou o “menor” para a qualidade desejada, ou mesmo o menor valor total de compra, lembre-se que eventualmente fornecedores tem pedido minimo para faturarem.
  • Repita este processo pelo menos 1 vez por semana.

Sim, é um processo que leva tempo, tem que ter disciplina. Muitos fornecedores respondem atualmente por whatsapp, facilitando a troca de informações, outros também mandam planilhas de preços semanalmente, o que pode te ajudar nas cotações. Mas a “simples e velha” máxima do contato com o vendedor sempre vai te deixar próximo daquelas promoções relâmpago, que podem ser a salvação de um CMV que tenha “saído dos trilhos”.

Uma outra dica, é cuidado com fornecedores homologados previamente.

Se sua rede de franquia exige que você somente compre em determinado fornecedor, tome cuidado. Não estou dizendo para você descumprir regras ou acordo com seu Franqueador, mas é sempre bom comparar com o mercado, uma vez que você pode comprovar ao Franqueador que existe condição melhor em produto exatamente igual (similar) do que o “homologado”, dando uma margem melhor para o negócio. Vez por outra, franqueadores “levam um rebate” destes itens homologados, e obviamente, quem esta pagando este rebate é você.

Tenho absoluta certeza que este processo, mesmo demorado, muitas vezes manual, pode te ajudar a economizar bastante, existe toda uma ciência por traz de compras.

Não esqueça!

Quando seus produtos chegarem, confira a Nota Fiscal com o produto físico!

Tem sempre uma margem de possíveis “desvios” nestes casos, mas isto é assunto para outro artigo!

Gaste este tempinho a mais, crie processos para isto, e certamente você verá seu CMV descer e seu LUCRO subir.

Boas compras!

Marcio Blak é um entusiasta de gestão, tech e food service.

Como gerar informações relevantes no seu Restaurante

Você já parou para pensar a quantidade de dados que são gerados dentro de uma operação de Food Service?

Façamos uma conta rápida, imagina um Restaurante, que faça em média 300 vendas por dia, cada venda, com 4 produtos, e cada produto com 5 itens de insumo.

Num mês, teríamos, 36.000 registros de venda, e num ano, 432.000 registros e mais de 2 milhões de itens na movimentação de insumos, somente decorrente das baixas por venda. Amplie agora, esta loja, fazendo parte de uma rede, de 200 lojas, em um ano…

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Só em itens de venda, teríamos um número de registros que ultrapassaria os 86 Milhões de registros de venda no ano.

Como lidar com este volume de dados para tirar algum proveito? Com absoluta certeza, só através de um bom sistema de automação e gestão, mas será que qualquer um vai servir?

A maioria dos sistemas costumam trazer dados de forma “reta” em relatórios, algo estanque, sem que seja possível interagir com os dados apresentados, muito deles, mostram em forma de tabelas, coluna a coluna, mas com difícil entendimento.

Muitas análises, partem de outras análises, o que quero dizer com isto?

Quantas vezes, ao olhar um determinado relatório, já te deu vontade de apertar uma das células, e ver da onde veio aquele número?

Só que estes relatórios “parados” não permitem este tipo de interação. Como saber quais produtos foram vendidos, em determinados dias, se o seu relatório só vem mostrando, por exemplo, Vendas por SubGrupo?

Daí, você gostaria de saber quais Produtos determinado Garçom vendeu nos dias 3 a 7 de janeiro de 2019, e para isto você precisa ir para outra tela, em outro relatório..

Mas como chegamos nestas informações?

Para resolver estas questões, nasceu há alguns anos, o processo chamado de Business Intelligence ou BI.

Geralmente os BI’s lidam com um volume enorme de dados, e tem ferramentas como visões por drill-down, onde você vai clicando e abrindo os dados até chegar na granularidade que deseja. Os BI’s também trazem visões como dashboards e cockpits, onde através de modelos gráficos, visuais, conseguimos analisar tendências e dados.

Uma ferramenta de BI externa a seu sistema de gestão pode ser um solução, embora possam encarecer seu custo, além de requererem integrações e pessoal especializado para criar as primeiras análises.

Porém, pra faciliar, existem muitas possibilidades que os sistemas de gestão podem fazer para “minerar” estes dados, através de tabelas dinâmicas, usando inclusive o drill-down que mencionei acima.

Para quem não conhece, trouxe abaixo, uma simulação de uma tabela dinâmica, que encontramos em sistemas de gestão, e destacamos a grande facilidade destas funções permitindo que o próprio gestor “arraste” as visoes, por exemplo, se ele quiser ver o vendedor que vendeu os itens, basta ele puxar a célula “Sales Person” e colocar a direita de “Product” por exemplo.. assim, a grade, mostraria cada um dos produtos vendidos por cada vendedor..

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Ou seja, um relatório nunca mais será estanque, você achou que a visao de linha x coluna, seria melhor como coluna x linha, sem problemas, arraste um pra cada lado, e pronto, o relatório se ajusta.

Então, vai ficar no seu sistema que traz em tela, relatórios igual de papel?

Quer mais dicas de como tirar o melhor proveito dos seus milhões de dados de seu restaurante? Me manda um inbox!

Boas vend@s

Marcio Blak, é um entusiasta de tecnologia e varejo, e principalmente do setor de Food Service

Remédios Tech para a pandemia!

Num cenário de incertezas, muitos restaurantes têm se voltado para a tecnologia com a intenção de maximizar sua eficiência, e criar melhores condições de operação e treinamento de equipes. Mas com tantas opções de tecnologia e um avanço, cada dia maior, neste caminho, isto pode gerar dúvidas para a escolha da oferta certa para cada uma de suas necessidades.

Fizemos um top 5 das tecnologias, mais prováveis, para os próximos 12 meses.

Levamos em consideração o final da pandemia, e com certeza, um novo modelo de relações interpessoais.

  • Pedidos Móveis (Smart Ordering)

Precisamos estar onde o cliente está.

Esta máxima já é bem conhecida de todos. Como os consumidores tendem, cada vez mais, estarem “dentro de seus celulares”, é pra lá que os Restaurantes devem ir. Assim, o “smart order” ou “mobile order”, que é dispor para o consumidor executar seu pedido (delivery, retirada ou mesmo no próprio estabelecimento) a partir de um “app” (ou similar) pelo próprio aparelho celular.

Assim, rapidamente o consumidor pode fazer seu pedido, pular a fila do caixa, retirar seu pedido (já pago pelo app), e ainda pontuar no programa de fidelidade, tudo isto, em poucos cliques.

Neste momento de pós-pandemia, onde as pessoas estarão receosas de manipular cardápios ou ficar em filas, está é uma ótima opção para fidelizar mais clientes.

  • Cardápios Digitais

Quanto maior o giro, maior o faturamento.

Este mantra, com certeza, todos os donos de restaurantes do tipo “a la carte” sabem. Mas como aumentar o giro, num curto espaço de tempo? Agilizando os pedidos, isto é certo. Uma das maneiras de reduzir este tempo de pedido é disponibilizando Cardápios Digitais na própria mesa do cliente, de forma fácil e ágil, o próprio cliente executa o pedido que segue direto para a produção na cozinha.

Em conjunto com o SmartOrder, os cardápios digitais vieram pra ficar.  

Os cardápios digitais podem também funcionar como “outdoors” e serem usados para propagandas, reduzindo seus custos, ampliando receita do estabelecimento. Com a passagem da pandemia, higienizar os tablets fica bem mais prático do que higienizar cardápios de papel, o que também pode ajudar no relacionamento com sua clientela futura.

  • AutoAtendimento

De forma parecida com os Cardápios Digitais, os AutoAtendimentos permitem que os clientes executem e paguem seus pedidos diretamente, sem interação humana.

Com usabilidade mais comum em Fast Foods, reduzem filas, aumentando a separação entre as pessoas. Também de forma mais prática para higiene, e uma vez que não circula cédulas (dinheiro), são mais propícios para os novos tempos.

  • KDS – Kitchen Display Systems

Pedido feito, o mesmo precisa ser executado. Através dos KDS é que a cozinha irá visualizar e preparar seus pedidos.

Os antigos “papeizinhos” que as impressoras cuspiam dentro da cozinha, estão com seus dias contados. Os KDSs, além de mais higiênicos para os tempos atuais, também permitem um melhor controle e alertas de tempo de preparo, eventuais atrasos, consolidação de pratos e produtos.

  • Menu Boards Digitais

Os MBDs são ligados, via software, ao banco de dados dos sistemas de gestão e PDV, com isto, podem atuar de forma dinâmica com promoções e preços sazonais, aumentando a chance de venda em momentos de baixa circulação.

Além da facilidade de atualização à distância, facilitando bastante a manutenção de redes com várias unidades.

Infelizmente, não há bola de cristal para sabermos o futuro, nem mesmo o remédio ou vacina para o Food Service se reestabelecer nesta pós-pandemia.

Mesmo que o mercado de trabalho, no setor de Food Service, leve um tempinho para retomar seus patamares,

os Donos de Restaurantes podem optar por uma vasta gama de soluções tecnológicas para ajudar a retomar as vendas e, também, adaptar-se as novas necessidades do dia-a-dia pós-pandemia.

Bons Negócios, foco e determinação.

Marcio Blak, é um entusiasta da tecnologia no Food Service

Inteligência Artificial no Food Service nos tempos de COVID-19

Uma das maneiras de perseverar é se adaptar aos novos modos o mais rápido possível, enquanto os problemas vem acontecendo.

Por mais assustadora que possa parecer a pandemia do COVID-19, o mercado de Food Service, em resumo os restaurantes, tem um papel fundamental. Mesmo com demissões em massa, reduções de equipe e turno, além do fechamento parcial (ou quase total) de seus canais de atendimento, continuamos sendo essenciais, pois alimentamos as pessoas.

Um dos primeiros passos para manter o atendimento à distância, foi a criação de atendimento via web.

Por cardápios digitais em sites, ou whatsapp, porém, este modo pode ser muito eficaz para um público mais jovem, que esteja acostumados as mídias digitais, mas e o público que ainda persiste (e gosta) do telefone, ou mesmo, do atendimento pessoal?

Neste caso, um método digital, chamado “Conversação por Inteligência Artificial”, vamos chamar de IA, pode ser um caminho, provisório e que pode se tornar definitivo, inclusive para compor a falta de pessoal, que em muitos casos, como dito, estão em turnos limitados.

A IA através de seus “bots” (programas de computador que fazem estas interações) podem ser colocados em uma primeira camada de atendimento para recepcionar o público através de uma forma mais natural, do que um cardápio digital na web. Seja via voz, ou via escrita, porém ambas, de forma mais natural.

A Conversa através da IA não significa que você esteja limitado a perguntas do tipo “SIM” ou “NAO”, atualmente, softwares permitem que você interaja de forma natural. Exemplos domésticos podem ser vistos como o a “Alexa, da Amazon” ou o “Google Home”, entre vários outros “bots” como a “SIRI” do iPhone. Assim, uma pessoa que não esteja familiarizada com um e-commerce, pode simplesmente, digitar:

“Oi, quero uma pizza, qual você tem na promo hoje?”

Alguns exemplos da IA podem ajudar a captar e interagir com seus clientes, que podem ser através do Facebook ou Instagram, usando os Messages num modelo de linguagem natural, escrita, ou mesmo whatsapp. Outro método é o uso da voz, mais natural impossível, através de atendimento normal, via telefone, aumentando o número de atendimentos simultâneos, e ainda permitindo as estatísticas que os softwares possuem.

Pode parecer coisa do futuro para muitos, principalmente aqui no Brasil, mas temos hoje já este tipo de tecnologia, e a cada dia, como sempre, a tecnologia vem se aproximando das pessoas, e com custos mais acessíveis.

Em resumo, enquanto a maioria dos restaurantes do mundo vem sentido na pele a redução do público presencial, em alguns casos em 100%, alguns vem trabalhando o digital de forma a se fortalecer, muitas marcas franqueadoras tem feito um bom trabalho no auxílio aos seus franqueados (mas, nem todas, infelizmente).

Importante, que pelo menos duas dicas possam ser ditas.

  • Comece pequeno, na IA, se pelo menos o primeiro contato já for atendido por um “bot” de IA, você já tera um bom alívio no atendimento da sua equipe, e permitirá trabalhar no mesmo ritmo, com menos pessoas. Respostas simples, horarios de funcionamento, entre outras questões podem ser rapidamente resolvidas pelos bots.
  • Cresça após a pandemia, implemente uma rotina mais apurada de controle, sugestões para clientes frequentes, pedidos e promoções do dia, enfim, inclusive a IA pode servir bem para um atendiment digital, presencial, dando mobilidade maior ao seu time.

Os desafios são muitos, não conseguimos prever tudo que irá ainda acontecer, mesmo olhando pros mercados que já estão a frente do Brasil na pandemia, mas algo é certo – o mundo digital está presente e não iremos voltar mais ao analógico.

Boas vendas!

Marcio Blak, entusiasta de tecnologia para o varejo em Food Service 

Sobrevivendo no Food Service em época de COVID-19

Sem dúvida alguma, o assunto do momento no mercado de Food Service são os desafios do delivery. Com o COVID-19, quem já operava com delivery teve que se fortalecer, e quem não operava teve que entrar neste cenário às pressas. Mas muitos outros, como eu, por diversas outras questões, fomos obrigados a fechar as portas temporariamente.

Acompanhando as diversas movimentações do mercado, peguei alguns temas que gostaria de debater com vocês, profissionais do nosso mercado de Food, para ampliar as discussões e ajudar quem de fato resolveu encarar esta batalha.

Vejo, inicialmente, que os especializados em delivery, tiveram um aumento imediato, visto que saíram na frente. Estes com certeza, por serem “especialistas” já possuem sua operação montada, já possuíam relevância nos aplicativos de delivery, e principalmente já tem sua estrutura de custos (CMV) endereçados nesta área.

Mas, e quem não tinha o delivery como foco?

Não quero ser alarmista, mas precisamos ser realistas.

Uma conta rápida já assusta. Hoje, os apps com FullService – quando eles oferecem a logística, e quem não tinha delivery é a saída mais rápida – tomam em média 27% do seu faturamento bruto. O CMV de uma operação em média que fosse 30%, colocando suas embalagens (na pressa, de última hora) acredito que teriam um acréscimo neste CMV de pelo menos mais 3% (no absoluto), assim, com estes 2 itens, já temos 60% do faturamento bruto indo embora.

CMV + Apps ~= 60% do faturamento

Porém, precisamos pensar em como aumentar o faturamento para que o CMV possa baixar, e de alguma forma manter a operação – se foi esta sua decisão – operando com as menores perdas.

Precisamos pensar em como a tecnologia pode nos ajudar. Surgiram várias alternativas aos 3 principais apps de delivery, como apps próprios que apresentam seu cardápio na web, e endereçam seu pedido, seja via msg de whatsapp ou integrados ao sistema de PDV. Isto pode ser uma boa opção às altas taxas das parcerias daqueles 3. Porém, exige que você tenha um esforço ativo de divulgação, e hoje, só por meio digital é possível fazer esta divulgação.

Outra forma de criar relevância nos apps tradicionais, seria criar marcas “virtuais” para que você possa ser mais facilmente encontrado. Por exemplo, se você vende Burgers, mas também vende o almoço tradicional, talvez seja interessante você criar uma “marca digital de burgers” que somente existirá nos apps, para facilitar as buscas, e outra marca de “Refeição para Almoço”, porque quem busca um Prato Feito nao ta procurando burger, e vice-versa. Claro que você teria que se preocupar com o branding, mas neste momento acredito que valha usar embalagens “neutras”.

Inclusive, este é um ponto que venho notando, muitas pessoas precisaram passar a consumir Refeições no delivery e não só lanches. Isto é um ponto importante de destaque para algumas marcas, e de problemas para outras, como pizzarias por exemplo, que estavam sempre focada nos lanches. Lanches acabaram ficando em 2a opção. Se puder, foque nas Refeições, ou mesmo, em parte delas, fornecendo itens “mais chatos” de preparo para os “cozinheiros de quarentena”.

Por fim, abuse – com inteligência – dos posts patrocinados nas mídias sociais, dos adwords nas buscas, e em sites parceiros. Não esqueça das tecnologias, use seu sistema de gestão para trazer os números reais, e você conseguir ter o controle eficaz do seu negócio.

Aproveite a crise para se aprofundar em seu software de gestão.

A crise vai passar, esperamos que consigamos sair do outro lado, vivos economicamente, e que o varejo se reestabeleça o mais breve possível. Vamos trabalhar juntos para que nossas entidades consigam junto ao governo, o apoio necessário para que nossas operações possam se manter, ou reabrirem.

Queria deixar aqui, meus agradecimentos aos empresários e equipe que estão neste momento batalhando pela sustentação do nosso setor. E, para nossas entidades e líderes que vêm buscando soluções com o governo.

E fica um alerta, aos franqueadores, que sem lojas, não há rede. Entao? Os que não se tocaram disto, pode ser que não dê mais tempo.

Boa sorte pra todos nós.

Marcio Blak

Como ganhar mais dinheiro no horário de pico em Food

Hoje acordei pensando como é importante nossos negócios serem ágeis.

Entregar no menor espaço de tempo, o máximo – e esperado – para nosso cliente.

 

Num restaurante não é diferente, e mais, é bem complicado. A cozinha tem uma capacidade limitada, seja pelos equipamentos, seja pelo número de funcionários, o salão tem um limite de mesas e cadeiras, os caixas uma vazão de atendimento máxima, então como resolver esta situação?

Inicialmente devemos perguntar qual é meu horário de pico.

Você sabe responder isto? Que dias da semana, qual horário, e quanto é o volume máximo de clientes que atendo?

E, no caso de alimentação, geralmente as pessoas almoçam ou jantam, em um horário bem próximo, e em algumas vezes, pessoas “com fome” não são tão gentis quanto as “sem fome”.

Tendo um bom produto de gestão e automação esta resposta vem fácil. Tendo isto em mãos, temos que começar a planejar. A produção pode passar por um “prep”, deixando grande parte dos produtos apenas para finalização na hora do pico, a equipe pode ser revisitada para que haja número maior de colaboradores naquele momento.

A tecnologia pode ajudá-lo também. Sistemas de Comanda eletrônica no salão agilizam o pedido, e KDS (telas de produção) na cozinha, agilizam o preparo e entrega. Quanto mais rápido o cliente é servido, mais rápido ele libera sua mesa.

Com o aumento do giro da mesa, nosso faturamento vai aumentar, naquele mesmo e curto espaço de tempo.

Ainda, falando de planejamento, podemos ter terminais de “autopagamento” com opções eletrônicas, para acelerar a saída do cliente, aumentando sua satisfação com a jornada no estabelecimento. Ao esvaziar o restaurante, novos clientes poderão entrar, e assim, consumirão mais e venderemos mais.

Fugindo da questão tech, outra opção bacana, é fazer promoção – geralmente descontos – para que parte do público venha em um horário alternativo, abrindo a janela do horário de pico. Neste caso, a tecnologia pode te ajudar a estimar melhor estas promoções e, de fato, medir se estão sendo eficazes.

Estas são algumas dicas para melhorar sua venda em horário de pico, com uma satisfação maior paro seu cliente final, em seu restaurante.

Imagine o quanto a tecnologia pode te ajudar!

Bons negócios!

Marcio Blak

Mais Vendas ou Menos Custos? O que faz você ganhar mais?

Nada como uma reflexão de uma manhã de domingo.

 

Negócios são negócios desde o inicio do capitalismo. Muitos podem dizer, atualmente, que o que deve mover uma empresa é o propósito – acho até que deva fazer parte da sua “missão”.. mas no final das contas o que interessa mesmo é a ultima linha do DRE, o famoso lucro ou prejuízo.

Pra que tenhamos lucro, uma coisa é fato: nao podemos gastar mais do que arrecadamos. E pra seguir esta regra não adianta milhões de softwares que só ajudem na venda, se você simplesmente ignorar suas despesas.

Não há investidor que olhe apenas pra venda, não há negócio que se sustente somente focado em venda. Não adianta vender 100 bilhões e gastar tanto que e sobrar 1 mísero trocado.

Assim, os softwares e os gestores devem se preocupar com o que de fato faz sobrar dinheiro. O equilíbrio das vendas, com a gestão e dos custos.

É uma parte chata da gestão, sim, ė. Tem o glamour da venda, não, não tem. Mas é quem vai fazer o lucro chegar.

No segmento de alimentação, por exemplo, vemos em, praças de alimentação lojas bem parecidas, com faturamentos bem similares, mas por que umas acabam prosperando e outras quebrando? Por que a preocupação dos gestores é, sem dúvidas, diferente entre elas.

Provavelmente, a que prosperou teve um cuidado nas compras, buscou diminuir o cmv, otimizar a equipe, reduzir superfluos, e acompanhou seus altos e baixos financeiros de perto. E como conseguiu isto? Provavelmente com a ajuda de um bom software.

Busque softwares que procurem dar as visões e processos corretos aos gestores para que possam aferir suas compras, diminuir seu cmv, confrontar seu fluxo de caixa, organizar sua produção e, claro, chegar ao lucro.

Quem quer ajudar o varejo ou a industria a crescer tem q se preocupar também com a gestão, e não só a venda.

Mas um software não faz nada sozinho, se você não entende do mercado e vai se arriscar a empreender nele, sugiro alem de um bom software, ter o apoio inicial de um bom consultor – caso você não esteja assessorado por uma boa franqueadora.

E você, concorda ou discorda? Deixe sua opinião nos comments.

Bons Negócios!

Marcio Blak

#gestao #software #varejo #franquia #negocios

Dicas de tradução do “Consultês”​ para a Automação..

O dia-a-dia de um Restaurante é algo bem complexo.

São muitos itens de compra, são vários itens de venda, é equipe grande, são leis trabalhistas, são impostos, são regras diversas da vigilância sanitária, enfim, uma “penca” de atribuições, e com isto, atuar sozinho ou com pouca gente pode ser complicado.

Porém, como já dizia sua mãe, “na vida tudo tem solução..”, ou quase tudo, e pra isto inventaram os sistemas de automação, entre outras ferramentas que podem ajudar você a sobreviver nesta selva.

Resolvi pegar algumas dicas – caçamos estas dicas pela internet, encontradas em vários artigos – que todo bom consultor deve ser capaz de lhe orientar, e aplicar o uso de Sistemas de Automação e Gestão para ajudar a alcançar este objetivo.

“Faça um estudo completo das atividades desenvolvidas no estabelecimento desde a cozinha até a forma como as compras são feitas.”

Esta geralmente é a primeira análise de qualquer consultor, fazer uma radiografia do restaurante.

Neste momento com um sistema de automação você consegue saber através da produção na cozinha como seguem os preparos e tempos, com a análise das vendas através de relatórios que tragam picos e sazonalidades, ver dimensionamento de sua equipe, por exemplo, e claro, pelas compras e financeiro, a saúde do seu estoque e giro.

“Planeje as atividades a serem desenvolvidas por cada colaborador, melhor horário para fazê-las e, se for o caso, o remanejamento de pessoal de forma que todos contribuam, eliminando assim a ociosidade”

Com um bom sistema de automação e gestão, esta talvez seja a orientação que você conseguirá melhor atender. Com recursos automatizados, como por exemplo cotação de preços ou mesmo entrada de notas de compras, você consegue reduzir seu pessoal. Aproveitar por exemplo, em baixo movimento um atendente para fazer estas entradas de dados, ou mesmo, agilizar as funções de um gerente tirando ele do telefone para cotar produtos.

Usando sistemas de autoatendimento na frente de loja você pode economizar atendentes, ou movimentá-los para a cozinha ou apoio de entrega de produtos, dando agilidade na operação.

Algumas poucas funções onde você já teria ganho de equipe.

“Estude a possibilidade de cortar custos, principalmente no cardápio.”

Custos, custos e custos, este realmente é o mal de qualquer empresa. Com certeza, fazendo uma análise das vendas através de um sistema de gestão, você certamente terá a visão perfeita do que vende e do que não vende. Poderá modificar seu cardápio, trazendo produtos mais aceitos e descartando os demais.

Com o uso de uma ficha técnica, você poderá saber quanto deverá retirar do estoque e produzir, sem maiores desperdícios, e obviamente reduzindo os custos totais da operação.

“Providencie fichas técnicas de todos os pratos. “

É certo que neste queisto a ajuda de um nutricionista é necessário para que possa padronizar estas fichas, mas, como acabamos de

falar, um bom sistema de gestão deve ser capaz de prover a análise do CMV pelas fichas técnicas (e pelo real também), fazendo o correto controle dos seus custos.

“Disponibilize um maior número de garçons para o atendimento ao cliente apenas nos horários de pico.”

Aqui um sistema de gestão e automação irá te ajudar muito bem. Por exemplo, com análise dos relatórios de venda, você conseguirá com facilidade encontrar seus picos de atendimento.

Se você trabalha com atendimento em salão, comandas eletrônicas irão reduzir o número de garçons no salão, ao mesmo tempo que darão maior agilidade e diminuirão erros de entendimento na cozinha, isto claro, se você tiver um KDS (aquela telinha com os pedidos..) ou, ao menos, uma simples impressora.

Se você trabalha com fast-food, totens de autoatendimento estão ajudando muitos restaurantes a ganharem agilidade na fila. E diminuindo o número de caixas. Para os que trabalham com comandas, AutoPagamento também auxilia na liberação do cliente e reduz o número de funcionários.

“Nunca deixe de negociar. Principalmente quando o assunto engloba preços e prazos.”

Para melhorar sua negociação, você precisa saber o que tem a pagar e a receber, não? Melhor que colocar isto na mão do Excel, é ter um bom sistema de automação e gestão que te entregue um DRE e um Fluxo de Caixa, com um cenário projetado para acompanhamento das suas metas financeiras.

Sabendo deste cenário você terá as ferramentas que precisa para negociar com seus credores.

“Escolha bem os seus fornecedores. Fornecedores do tipo “eu ganho e você perde”, devem ser substituídos por outros o quanto antes.”

Nada melhor que um sistema que lhe permita comparar as cotações e acompanhar seus pedidos. Muitos fornecedores são espertinhos e você pede 10 e ele te manda 8, e cobra por 10, outros te mandam 20 e cobram pelos 20, mas você precisava de só 9.

Enfim, ter estas informações da cotação, pedido e compras dentro do mesmo sistema e conseguir este controle é muito importante para você validar seus fornecedores e ficar com os melhores.

Espero que com estas informações você opte agora por um bom sistema de automação e mude a vida de seu restaurante. Mas lembre-se bem, não adianta ter o melhor sistema do mundo, se as informações que você colocar nele forem erradas.

Não espere que ele te de o DRE dos sonhos se você não inserir as notas fiscais corretamente, ou se você não preparar seu plano de contas. Geralmente vale a máxima “Sh*t in, Sh*t out”

Uma boa solução é sempre um conjunto de

hardware + software + peopleware

(equipamentos + sistemas + pessoas) !

Lembre-se disto e bons negocios!

Marcio Blak

7 dicas Tech para Food Service nos próximos 10 anos

Todo ano, a NRA – Associação Americana de Restaurantes – promove seu NRA Show, uma das maiores feiras voltada para Restaurantes do Mundo.

No último ano, a NRA lançou um “manifesto” com as maiores tendências para os próximos 10 anos em todo setor de food service, extrai deste documento 7 dicas que serão exploradas para a área Tech, no segmento de Food.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
  • Restaurantes aceitarão, por definição, pagamentos mobile
  • Comandas eletrônicas com pagamento mobile serão utilizadas com frequência para a la carte.
  • Pedidos por telefone tendem a desaparecer sendo substituídos por pedidos digitais
  • Os autoatendimentos irão crescer para operações de cardápio limitado
  • Menu Boards serão totalmente digitais
  • Extrair conhecimento dos dados do PDV será uma tarefa mais fácil
  • A Tecnologia será mais eficiente no controle de custos e aumentará o rendimento da gestão das lojas.

De fato, muitos destes insights já estão tomando forma, e já vemos, inclusive aqui no Brasil.

Sem dúvidas, o mobile veio para ficar, seja na mão dos garçons, seja – também – nas mãos dos clientes como facilitador para pedidos, pagamentos e o que mais puder estar dentro das telas dos smartphones.

A gestão também mudará, nos próximos anos, com uma maior integração entre os fornecedores e os compradores que facilitará muito o controle de custos, gestão de cotações e recebimento das mercadorias.

Novos vínculos com bancos e adquirentes de cartões e vouchers, facilitarão bastante a conciliação da gestão financeira dos estabelecimentos, evitando perdas de dinheiro, e de tempo!

Agora é esperarmos as novidades nos sistemas de gestão que estão em no mercado, com funções cada vez mais ágeis para os gestores e donos dos restaurantes brasileiros!

E você, o que acha que deve estar por vir nos próximos 10 anos? Deixa aqui nos comments.

Que venham as novidades techs!

Bons Negócios!

Marcio Blak