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Dicas top para administrar seu Restaurante

O dia-a-dia de um Restaurante é algo bem complexo.

São muitos itens de compra, são vários itens de venda, é equipe grande, são leis trabalhistas, são impostos, são regras diversas da vigilância sanitária, enfim, uma “penca” de atribuições, e com isto, atuar sozinho ou com pouca gente pode ser complicado.

Porém, como já dizia sua mãe, “na vida tudo tem solução..”, ou quase tudo, e pra isto inventaram os sistemas de automação, entre outras ferramentas que podem ajudar você a sobreviver nesta selva.

Resolvi pegar algumas dicas — caçamos estas dicas pela internet, encontradas em vários artigos — que todo bom consultor deve ser capaz de lhe orientar, e aplicar o uso de Sistemas de Automação e Gestão para ajudar a alcançar este objetivo.

“Faça um estudo completo das atividades desenvolvidas no estabelecimento desde a cozinha até a forma como as compras são feitas.”

Esta geralmente é a primeira análise de qualquer consultor, fazer uma radiografia do restaurante.

Neste momento com um sistema de automação você consegue saber através da produção na cozinha como seguem os preparos e tempos, com a análise das vendas através de relatórios que tragam picos e sazonalidades, ver dimensionamento de sua equipe, por exemplo, e claro, pelas compras e financeiro, a saúde do seu estoque e giro.

“Planeje as atividades a serem desenvolvidas por cada colaborador, melhor horário para fazê-las e, se for o caso, o remanejamento de pessoal de forma que todos contribuam, eliminando assim a ociosidade”

Com um bom sistema de automação e gestão, esta talvez seja a orientação que você conseguirá melhor atender. Com recursos automatizados, como por exemplo cotação de preços ou mesmo entrada de notas de compras, você consegue reduzir seu pessoal. Aproveitar por exemplo, em baixo movimento um atendente para fazer estas entradas de dados, ou mesmo, agilizar as funções de um gerente tirando ele do telefone para cotar produtos.

Usando sistemas de autoatendimento na frente de loja você pode economizar atendentes, ou movimentá-los para a cozinha ou apoio de entrega de produtos, dando agilidade na operação.

Algumas poucas funções onde você já teria ganho de equipe.

“Estude a possibilidade de cortar custos, principalmente no cardápio.”

Custos, custos e custos, este realmente é o mal de qualquer empresa. Com certeza, fazendo uma análise das vendas através de um sistema de gestão, você certamente terá a visão perfeita do que vende e do que não vende. Poderá modificar seu cardápio, trazendo produtos mais aceitos e descartando os demais.

Com o uso de uma ficha técnica, você poderá saber quanto deverá retirar do estoque e produzir, sem maiores desperdícios, e obviamente reduzindo os custos totais da operação.

“Providencie fichas técnicas de todos os pratos. “

É certo que neste queisto a ajuda de um nutricionista é necessário para que possa padronizar estas fichas, mas, como acabamos de

falar, um bom sistema de gestão deve ser capaz de prover a análise do CMV pelas fichas técnicas (e pelo real também), fazendo o correto controle dos seus custos.

“Disponibilize um maior número de garçons para o atendimento ao cliente apenas nos horários de pico.”

Aqui um sistema de gestão e automação irá te ajudar muito bem. Por exemplo, com análise dos relatórios de venda, você conseguirá com facilidade encontrar seus picos de atendimento.

Se você trabalha com atendimento em salão, comandas eletrônicas irão reduzir o número de garçons no salão, ao mesmo tempo que darão maior agilidade e diminuirão erros de entendimento na cozinha, isto claro, se você tiver um KDS (aquela telinha com os pedidos..) ou, ao menos, uma simples impressora.

Se você trabalha com fast-food, totens de autoatendimento estão ajudando muitos restaurantes a ganharem agilidade na fila. E diminuindo o número de caixas. Para os que trabalham com comandas, AutoPagamento também auxilia na liberação do cliente e reduz o número de funcionários.

“Nunca deixe de negociar. Principalmente quando o assunto engloba preços e prazos.”

Para melhorar sua negociação, você precisa saber o que tem a pagar e a receber, não? Melhor que colocar isto na mão do Excel, é ter um bom sistema de automação e gestão que te entregue um DRE e um Fluxo de Caixa, com um cenário projetado para acompanhamento das suas metas financeiras.

Sabendo deste cenário você terá as ferramentas que precisa para negociar com seus credores.

“Escolha bem os seus fornecedores. Fornecedores do tipo “eu ganho e você perde”, devem ser substituídos por outros o quanto antes.”

Nada melhor que um sistema que lhe permita comparar as cotações e acompanhar seus pedidos. Muitos fornecedores são espertinhos e você pede 10 e ele te manda 8, e cobra por 10, outros te mandam 20 e cobram pelos 20, mas você precisava de só 9.

Enfim, ter estas informações da cotação, pedido e compras dentro do mesmo sistema e conseguir este controle é muito importante para você validar seus fornecedores e ficar com os melhores.

Espero que com estas informações você opte agora por um bom sistema de automação e mude a vida de seu restaurante. Mas lembre-se bem, não adianta ter o melhor sistema do mundo, se as informações que você colocar nele forem erradas.

Não espere que ele te de o DRE dos sonhos se você não inserir as notas fiscais corretamente, ou se você não preparar seu plano de contas. Geralmente vale a máxima “Sh*t in, Sh*t out”

Um a boa solução é sempre um conjunto de

hardware + software + peopleware

(equipamentos + sistemas + pessoas) !

Lembre-se disto e bons negocios!

Marcio Blak

Sua rede de franquias pode quebrar! Dê atenção a estes 10 itens

Estudos de vários fomentadores do empreendedorismo, como o Sebrae, apontam que aproximadamente 24% das empresas fecham em menos em até 2 anos da abertura, e que mais de 50% não sobrevivem a 4 anos.

Quando segmentamos para o setor de franquias, este número da mortalidade precoce, realmente diminui, caindo para a ordem de 8 a 10% até o segundo ano, e diminui, ao invés de aumentar, para as que passam de 2 anos, caindo para 6 a 8 % as que fecham do segundo ao quinto ano.

É certo que o ramo de franquias, por ter uma estrutura mais bem definida e por ter seus negócios previamente testados, dão uma segurança maior ao empreendedor de primeira viagem.

Mas será que isto, por si só, já é suficiente para que o negócio, na “mão de qualquer um” dê certo?

Sem dúvida que não. Da escolha do franqueado a algumas questões pontuais da franqueadora, é muito importante que ao entrar neste segmento, você avalie o seu franqueador, e você franqueador, avalie bem seus candidatos.

Vamos discutir aqui 10 pontos importantes, para que franqueadores e para franqueados, futuros ou atuais, tenham atenção especial

Boas práticas

  • Não se deixe levar pelo “jeitinho brasileiro”. Não faça o mais fácil se não for o melhor para benefício da rede. Importante ver se os processos estão bem feitos e sustentáveis. Assim, sua rede terá uma vida longa e repetirá corretamente seus procedimentos.

Sazonalidade

  • Pense na formatação de um negócio que tenha baixa sazonalidade, ou seja, não dependa de certa épocas do ano para vender. Seja por ter ou não determinado insumo crítico, seja por ter ou não público para consumí-lo.

Não pare nunca!

  • Desenvolvimento e inovação de novos produtos para seus consumidores é fundamental. Invente, teste, valide e nunca pare de criar. Seja no ramo de alimentação, moda ou serviços, é muito importante para você manter a relação estreita com seu consumidor e fazê-lo retornar, que sempre haja novidades.

Treinamento

  • Sua equipe é seu cartão de visita e a coluna vertebral da sua empresa. Por isto, treine bem sua equipe de treinadores para que ela possa treinar bem sua equipe franqueada. Lembre-se que é o franqueado que está na ponta atendendo o cliente da sua marca, ou seja, se ele fizer besteira, seja na confecção do produto, ou no trato com o cliente, toda a cadeia irá perder.

Enfraquecimento financeiro da franqueadora

  • Todas as empresas estão sujeitas a falir, até as franqueadoras. Por isto é importante analisar a saúde financeira. Desde o número de lojas próprias da franqueadora — quanto mais melhor, bem como os investimentos feitos em propaganda e marketing, novos produtos, estrutura de apoio e suporte (desde escritórios até mesmo equipe contratada), enfim, como está a saúde financeira da franqueadora.

Escolha do Ponto

  • Um dos principais atributos da franqueadora é a ajuda na escolha do ponto. A escolha certa é meio caminho andado, e a escolha errada, é o inverso! A franqueadora tem que ser boa nesta seleção. Valide com a rede, como foi o apoio e a assertividade na escolha dos pontos pregressos.

Seleção dos franqueados

  • Não basta ter o dinheiro para investir. Muitas franqueadoras, principalmente no seu início, abrem mão da qualidade do franqueado, para expandir. E isto pode ser um tiro no pé. Ter franqueados que não estejam engajados ou de acordo com as premissas da missão da franqueadora, podem por tudo a perder. Analise bem o perfil de cada candidato, e além do dinheiro, pese bem as demais características.

Destaca-se para os pontos em análise do franqueado:

Comportamento empreendedor do franqueado

  • Importante analisar se o franqueado tem ou não o viés empreendedor. Porém, é necessário analisar também se este candidato tem o perfil de seguir as normas e regras. Muitos empreendores-natos são “rebeldes” por natureza, e com isto podem causar

Falta de dedicação ao negócio

  • O tempo de dedicação que o candidato dará ao novo negócio também é fundamental. Ser somente o investidor e por um outro para operar, pode até ser uma opção, desde que este “outro” seja avaliado e tenha o comprometimento necessário, mas o realmente certo, é que o próprio franqueado possa dedicar de pelo menos 50% do seu tempo ao negócio.

Gestão financeira do franqueado

  • Por fim, o dinheiro. Este embora não seja o único diferencial, é um ponto de alerta. Obviamente ter capital suficiente para alavancar o negócio é importante. Porém além do capital para “obra e inauguração” é importante ter capital de giro, pois temos recebimentos em cartões e vouchers, que levam 30 dias para cair, entre outros. Toda saúde financeira deve ser acompanhada pelo franqueador, e inclusive fazer parte do treinamento ao franqueado. Um bom fluxo de caixa é condição certa para o sucesso ou para o fracasso da empreitada.

Sabemos que muito do exposto é “meio óbvio”, mas na vontade de ter uma nova unidade, ou de montar um novo negócio, ambas as partes deixam “pra segundo plano” alguns dos pontos, que a médio prazo, e com certa recorrência, podem fazer a rede montada ruir.

Bons Negócios,

Marcio Blak

Seu sistema de caixa trabalha a favor do seu Restaurante? #1

Você já parou para pensar se o sistema de caixa – software – que você escolheu para seu Restaurante joga a favor ou contra seu estabelecimento? Boa pergunta, eu explico!

Vamos conversar sobre alguns aspectos que considero importantes na definição de um sistema de caixa, neste primeiro artigo, vamos falar do item Velocidade.

Um sistema ser veloz, parece óbvio, e é. A velocidade pode ser analisada em alguns aspectos quando falamos de operação de caixa, no que tange o segmento de varejo, porém neste caso vamos olhar com olhos do food service.

Claro que a velocidade propriamente dita do aplicativo e da CPU contam (e muito), mas toda a diagramação e facilidade de lançamento de uma venda é bem mais importante, visto que a dinâmica oferecida para o operador de caixa é quem vai dar o resultado final. Você pode pensar que basta ser touchscreen que já estaria resolvido, mas o fato é que não é bem assim.

  • Profundidade dos Teclados
  • Ícones ou imagens nas teclas
  • Atalhos para os mais vendidos
  • Atalhos para quantidade de múltiplos itens

A “profundidade” pra chegar num produto é um ponto bem importante para analisar. Existem sistemas em que têm tantos botões e que, você entra e sai de “sub”teclados que é tão dificil chegar no produto – que seria mais fácil digitar o código dele! Ter “atalhos” rápidos na tela principal dos produtos que mais saem é fundamental, bem como pras quantidades.

Um outro aspecto importante que ajuda muito na velocidade é a interação com a forma de pagamento.

  • Formas de pagto em botões imediatos
  • Atalho para Valores, tipo R$ 50, R$ 20..
  • Facilidade para retornar a venda, incluir novos itens e retornar ao pgto

Por exemplo, na questão dos atalhos para os valores mais comuns, como notas de R$ 20, R$ 50, R$ 100 facilitam bastante o tempo. Veja que 1 toque troca eventualmente 3 a 6 toques (tem sistema que pede ate para digitar os ,00 !)

Outro ponto importante, que muitas vezes existem produtos adicionais na “boca do caixa” para venda, e o fato de poder retornar para a parte de lançar, é outro aspecto que facilita bastante o tempo total de atendimento.

Um outro ponto também que ajuda na velocidade é ter uma tela ou display de acompanhamento pro cliente, assim, ele pode acompanhar sem ter que interromper o caixa para perguntar “Quanto deu a conta?”

Existem diversos outros pontos importante que vamos tratar ao longo de outros artigos, como por exemplo, venda sugestiva, fidelidade, entre outros pontos que seu sistema deveria ter para “jogar a favor”, e não contra!

Tá com dúvidas? Me manda um inbox.

Boas vend@s!

Marcio Blak

Gestao eficiente, desafio para o varejo

Uma das situações que tenho observado no meu dia-a-dia com a consultoria é a dificuldade de operação dos estabelecimentos comerciais, por conta, principalmente, da baixa qualificação dos funcionários e da alta rotatividade, principalmente no setor de alimentação e no pequeno comércio.

O empresário do setor varejista não precisa dar “murro em ponta de faca” para perceber que o gerenciamento de seu negócio tem que se modernizar. Perceber que o mundo mudou, também no comércio, é fundamental para sua sobrevivência. Não é mais possível gerenciar apenas por bom senso, repetindo práticas do passado e o velho, e não tão bom “chutômetro”.

Muitas vezes, o empresário até enxerga a necessidade e chega a contratar o serviço de uma consultoria. Os especialistas chegam na empresa, fazem uma análise minuciosa de todos os processos, realizam a informatização do negócio, informam e orientam sobre as mudanças no processo de gestão e apresentam os resultados.

O novo sistema tem tudo para dar certo, mas na prática não é o que acontece.Por que?

Não há perenidade. Com o fim da consultoria, os resultados somem porque os processos não são aplicados ou mantidos, não entram na corrente sanguínea da empresa. Aí, o investimento na consultoria vai por água abaixo.

Neste novo mundo dos negócios, é necessário perceber que a capacidade gerencial é o maior recurso de uma empresa.

Para se obter lucro sobre o investimento, é preciso não deixar a marca à deriva, sob o fogo cerrado dos concorrentes. A função de uma consultoria de varejo é criar estratégias, apontar caminhos de maior eficiência e imprimir um escudo protetor para garantir o sucesso da empresa.

Geralmente é feito com a implantação de um bom sistema de gestão informatizado — conhecido como ERP. Mas, sem uma visão clara do empresário sobre essa necessidade de mudança, bem como a colaboração ativa de seus gerentes e funcionários, essa mudança não acontece, o processo não deslancha.

Os gerentes, principalmente, precisam ter um amplo conhecimento do sistema de gestão implantado. Se não houver domínio sobre os métodos e técnicas necessárias para se atingir metas, elas não serão atingidas e a empresa perde tempo e principalmente, dinheiro. Mas, mais do que tudo, é preciso ter processos definidos. Mas, isto, já é assunto para outro post…

E você o que achou deste tema? Complemente nos comments.

Bons negócios ! Se a gente ainda não está conectado, é só me adicionar.

Marcio Blak é um entusiasta do mercado de varejo e franquias.

Ficha Técnica, o mal necessário no Food Service

  • Cálculo do CMV teórico: um dos pontos importantes da ficha técnica, é podermos calcular o custo de cada prato corretamente (como mostrado na imagem acima). Assim, por exemplo, se num determinado dia ou período, produzimos 100 pratos, multiplicamos o custo por 100, e sabemos que aquele custo deveria ser o que gastamos, e comparando com o real, temos a diferença entre o CMV real e o teórico. E claro, quanto mais próximo do teórico nossa operação estiver, melhor ela está operando.
  • Baixa Automática de insumos: um dos grandes problemas dos restaurantes é seu inventário e os desvios, assim, ao vender 1 hot dog, e baixar 1 pão e 1 salsicha, durante o inventário e sua devida contagem (que a baixa automática não exclui de você inventariar sua loja), você justamente terá a apuração de desvios (perdas) vendo a diferença do teórico pro real.
  • Cálculo do Rentabilidade: seguindo um pouco os itens anteriores, se para fazermos 100 hot-dogs precisaríamos de 9kg de batata palha, se ao final da análise, verificarmos que consumimos 9,5kg de batata palha, apuramos que houve 0,5kg de “desperdício”, em cima do esperado teórico, e consequentemente nossa rentabilidade não será tão boa, quanto a previamente calculada.
  • Precificação correta: meio “óbvio”, mas importante relembrar, que somente tendo os custos corretos é que conseguimos chegar no preço final correto. Claro, levando em conta os custos indiretos e a margem de lucro.

6 dicas pro seu restaurante não quebrar…

  • Alguns fornecedores: Não tenha um único fornecedor. Embora seja mais fácil para a compra e o dia-a-dia, ao ter mais de um fornecedor, você pode usufruir da competição natural do mercado, bem como, focar em produtos que cada fornecedor tem de mais vantajoso.
  • Lei de Pareto: A lei de pareto, ou a famosa 20/80, no caso aqui, diz que, 20% de seus insumos representam 80% da sua lucratividade, assim, se você levantar quem são estes 20% dos insumos mais importantes, você pode focar neles, e com isto ter uma eficiência maior no controle, sem perda de tempo.
  • Alto rigor na entrada e saída de insumos: não adianta comprar insumos para sua loja, e não checar a entrada. Infelizmente neste meio, muitos entregadores são “malandros”, e eventualmente subtraem produtos antes da entrega. Muitos restaurantes sequer conferem notas vs. o físico que está chegando, e com isto, o que você está pagando, não é pelo que você supostamente comprou. Um alto rigor na entrada, com pessoas específicas para conferir, uso de câmeras de CFTV e balanças para pesagem podem minimizar as perdas, claro que também a assinatura de quem recebeu para controle. De forma similar, na retirada de insumos do estoque, um controle físico do que está saindo e com quem também é bastante importante.
  • Organização: O caos é o inimigo da gestão e do sucesso do empreendimento. Assim, uma boa organização do seu estoque e cozinha é um facilitador para seu controle, até mesmo visualmente falando. Arrume seu estoque por tipo de mercadoria, por exemplo, seus freezers por natureza de carnes e produtos. Além disto, tranque-os.
  • Tenha um sistema de gestão: por fim, o fato de haver uma quantidade infindável de insumos, e transações, o fato de não ter um sistema de informática que consiga controlá-los torna o seu empreendimento insustentável. Porém, lembre-se do material humano que lidará com o sistema, pois a máxima “sh*t in sh*t out” é sempre real.

10 dicas para escolher a franquia certa!

Não sei onde encontrar meu lucro!

Talvez este não seja o tópico mais “cool” para se discutir sobre gestão de restaurantes, mas com certeza vai te ajudar melhor a entender o que acontece dentro do seu estabelecimento.

Você já ouviu falar em DRE ou em P&L?

Em inglês, P&L – Profit and Loss, ou em bom português, DRE – Demonstrativo de Resultado do Exercício, ou seja, onde você irá analisar sua empresa, e saber se você teve Lucro, ou o famigerado Prejuízo.

Costumo dizer que o DRE é a história da empresa contada em números, mas como montamos um DRE para ter este resultado?

Existem vários modelos e estruturas básicas de DRE, que podem ser facilmente encontrados na internet, mas tudo depende da sua operação e pra isto um estudo prévio do plano de contas é bem importante.

Em linhas gerais o DRE tem algumas “seções”, entre elas as Receitas, que geralmente vêm no topo, depois uma leva de deduções, como impostos, e na sequência as Despesas, com destaque para os CMV e depois as demais, que se subdividem em naturezas. Veja um modelo genérico abaixo:

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Dentro de cada seção destas, existem o chamado plano de contas, que vai detalhar cada uma das movimentações que foram feitas ao longo do período em seu estabelecimento.

A definição de plano de contas geralmente parte da sua contabilidade, mas é importante que você inclua no seu plano, as contas importantes a serem analisadas, por exemplo, se você quer o detalhamento, da conta de água, luz e gás que você paga, é importante que estejam em itens separados para você poder “abrir” o DRE nestes pontos. Da mesma forma, podemos pensar num item “macro” tipo ” Pessoal, e você ter quebras por salários, adiantamentos, férias, rescisões, por exemplo.

Uma das seções bastante importante do DRE no modelo para Restaurantes, é a parte do CMV, ou seja, do Custo da Mercadoria Vendida. Neste item, também é importante termos quebras, geralmente as quebras se dão pela natureza do item, por exemplo: carnes, hortifruti, congelados, mercearia, isto tudo vai depender da natureza do seu restaurante, por exemplo um restaurante japonês pode desejar destacar os peixes separados de outras proteinas por exemplo. Um restaurante que tenha uma adega vai querer destacar os vinhos das bebidas comuns, por exemplo.

Abaixo mostramos um exemplo de um DRE usado em um restaurante.

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Outro aspecto importante do DRE é o chamado Fato Gerador, ou seja, existe uma diferença na análise do fato gerador e do desembolso por caixa. Por exemplo, quando compramos um item, por R$ 300, por exemplo, em 10.09,2019, e pagamos em 3 parcelas de R$ 100 cada, nas datas de 10.10.2019, 10.11.2019 e 10.12.2019, temos a seguinte situação;

Na análise do DRE de Setembro, por exemplo, teriamos o valor de R$ 300 inserido no plano de contas em que aquele item aparece. Já num fluxo de caixa, iria aparecer, somente em 10.10, no valor de R$ 100, depois, em 10.11 outros R$ 100 e por último em dezembro, os últimos R$ 100.

Esta diferenciação é de suma importância para a análise do negócio. Os DREs são geralmente analisados pelo Fato Gerador e não pelo desembolso de caixa.

Assim, podemos eventualmente apurar LUCRO num mês, mas ao olhar no banco, o dinheiro não estar lá! Por exemplo, isto poderia ocorrer, se nossas vendas forem 100% a crédito, e você levar 28 dias para efetivamente recebê-las. O fato gerador seria a data da venda, mas o fluxo de caixa somente a 28 dias depois.

É notório que o DRE exige muita atenção e é a compilação de diversas entradas, que ao longo de um mês podem ser de centenas ou até milhares, assim, é altamente recomendado que você se baseie em um sistema de gestão, para ter seu DRE.

Mas atenção a máxima da lei do moedor de carne, que vale sempre!

Não adianta moer alcatra achando que vai sair filet mignon

Não adianta ter ótimos sistemas, se você não entrar os dados, lançar notas, fechar os caixas, etc..

Alguns Softwares de Food Service não dispõem desta ferramenta fundamental, então na hora de selecionar o seu, muita atenção! Outros sistemas ainda vão tentar empurrar um relatório de Receitas x Despesas como se fosse um DRE.

o DRE é a história da empresa contada em números

Gerir um restaurante não é só saber fazer comida, temos que ter afinidade com os números!

Bons negócios!

Marcio Blak, pode te ajudar a melhorar sua gestão

Temos um grupo de whats, de Food&Franquias, se for do segmento e quiser fazer parte, é so acessar: https://chat.whatsapp.com/invite/CEFqBtE1hb26ODUbM8olVc

10 Dicas Quentes para seu e-commerce nao micar!

No Brasil, o mercado web vem crescendo bastante, mas é preciso estar atento para transformar o empreendimento em uma loja virtual de sucesso

Cada vez mais novos empreendedores estão aderindo ao negócio pela internet. Entre um dos principais fatores para essa decisão está na praticidade de não precisar ter um espaço (loja física), custos de manutenção reduzidos e estar disponível ao público 24 horas por dia, sete dias por semana.

Mas se você está começando direto pelo mundo virtual, é extremamente importante redobrar a atenção. Ter um e-commerce é como ter uma loja física, e requer muitas ações para os consumidores, como num Varejo tradicional.

Além disso, há uma crescente também no número de consumidores desse mercado. Diariamente milhões de pessoas acessam portais de leilão, lojas virtuais e outros web sites de comércio virtual atrás de preços mais baixos, comodidade, além de poupar tempo e trabalho de ir até uma loja física.

Somente no ano passado, as compras feitas pela internet totalizaram mais de R$ 20 bilhões, e para este ano, a previsão é de pelo menos 30% de crescimento, segundo pesquisa realizada pelo e-bit.

Mas apesar do crescimento do comércio online, alertamos que não basta apenas montar um site para garantir o sucesso do empreendimento e uma fatia do bolo do crescimento do e-commerce.

Para o negócio dar certo, é necessário ter um planejamento e toda infra-estrutura que permita a viabilidade da loja virtual. Se o site não oferecer a praticidade que o internauta busca, como, por exemplo, encontrar a informação até o terceiro clique, o consumidor não voltará e ainda ficará com uma imagem negativa da sua marca.

Veja as dicas que preparei pra quem quer montar um negócio virtual e obter os melhores resultados do e-commerce:

  • 1 – Faça um planejamento cuidadoso do seu empreendimento. Assim como para uma empresa física, defina a missão, o objetivo e os valores do seu negócio.
  • 2 – Aponte todos os possíveis custos: montagem do site, manutenção, quais ferramentas que terá que contratar para o seu e-commerce, os custos com estoque e como serão as despesas de logística (via Correios ou empresa terceirizada), e como estes custos serão absorvidos.
  • 3 – Verifique quais serão as formas de pagamento ao cliente e lembre-se que se for transação via cartão de crédito ou débito, há uma taxa a ser paga.
  • 4 – É importante sua loja virtual estar nas principais redes sociais, como twitter, facebook, entre outras – importante analisar onde está seu público comprador – por exemplo pode ser mais importante estar num LinkedIn se seu produto for um B2B por exemplo, ou estar num Facebook para um produto mais de “moda” ou “teen”. O contato direto com o consumidor fortalecerá a imagem da empresa e permitirá uma divulgação mais rápida de promoções e ações de marketing.
  • 5- Acompanhamento das demandas do site em tempo integral e, se possível, disponibilizar um chat, que tem grande aceitação pelo público. Rastreamento do andamento da entrega também é bem importante.
  • 6 – Muitas pessoas optam por estruturar seu negócio em um blog. Não recomendo, porque, por mais que as ferramentas hoje estejam mais completas e o custo seja menor do que montar um site, não passa a credibilidade necessária em um e-commerce.
  • 7 – Atualização diária é um dos itens mais importantes para reter a atenção do consumidor. Se perceber que o site está há dias desatualizado, ele perde o interesse. Afinal, o público internauta é ávido por notícias atualizadas.
  • 8- Imagens, Fotografia. Seja profissional, se seu produto requer um apelo visual, não subestime o valor da imagem! Fotos, vídeos e depoimentos ajudam, MUITO, a vender mais.
  • 9- MarketPlaces. Analise a possibilidade de além de ter seu prórpio e-commerce, também fazer parte de um marketplace que reúna várias lojas e com isto traz um fluxo maior de visitantes. Vale a comissão paga.
  • 10-Mobile. Muitas compras são feitas no impulso, e grande parte do impulso está no mundo mobile. Programe-se para ter uma versão responsiva ou um aplicativo para que seus clientes comprem pelo smartphone.

Muitas pessoas tiram sua renda inteira vendendo produtos na Internet. Caso você esteja pensando em abrir um negócio virtual, tenha em mente que para seu empreendimento dar certo será preciso muito empenho, dedicação e planejamento.

Dúvidas ou mais dicas, deixe nos comments!

Bons Negócios! Se precisar de apoio para montar um e-commerce de sucesso, entre em contato conosco.

Marcio Blak, é um entusiasta por varejo, e-commerce e tecnologia em geral, e atualmente é General Manager, http://www.VarejoEConsultoria.com.br

Varejo: So existe uma relacao – independente do canal.

Uma transação comercial, no varejo, somente tem duas pontas. O comprador, consumidor e o vendedor, varejista – a loja. Independente do meio de compra, seja online ou offline, seja telefone ou pessoalmente, sempre o consumidor será o mesmo e o varejista também.  Não existe esta de “nós somos a loja online da marca XYZ”, e “nós somos a loja física da marca XYZ”, é tudo uma coisa só, e o consumidor já sabe disto há muito tempo.

Por este motivo, falar de “omnichannel” é meio que chover no molhado, ou mesmo que falar o óbvio, mesmo que nem todos tenham percebido ainda.

Sim, de fato, ainda hoje, é fácil encontrar canais diferentes com modelos de comercialização diferentes, para as mesmas duas pontas – vendedor e comprador. E, insisto, não faz sentido! Falar de promoções diferentes, pode até fazer um certo sentido, mas operacionalmente é preciso unificar os discursos e as políticas.

Varejistas, no Brasil e no mundo, estão percebendo – e já estão atrasados – que o consumidor quer – e pode – pesquisar e comprar, por exemplo, via smartphone, na web, e ir buscar na loja física. Ou experimentar na loja física e, complementar sua compra em um catálogo online – mesmo dentro da loja física – e receber tudo bonitinho em casa. As vezes no mesmo dia, inclusive.

Por estas e outras, que não só de sistemas informatizados ou treinamento especializado de equipes faz-se necessários para que todo este mecanismo funcione.

A estratégia da corporação ou – da sua pequena lojinha de esquina – tem que mudar para que todos estes canais conectem o mesmo comprador ao mesmo varejista, e permita esta plena identificação.

Muitos especialistas e entusiastas do varejo estão falando sobre isto neste  momento – nesta semana acontece o Latam Retail Show, em SP – muitos já ouviram falar na NRF deste ano, mas será que sua operação já está “sendo modificada” e indo para prática?

Se eu puder contribuir com algumas dicas:

  • Atualize seus sistemas legados, como softwares de e-commerce para que integrados ao software de ponto-de-venda, possam controlar de forma única as ofertas de estoque
  • Treine mais e melhor seus funcionários – dê ferramentas online para eles atenderem “mais completamente” seus consumidores em suas lojas.
  • Modifique a política de comissionamento de vendedores para que eles não joguem contra, ao ter que integrar uma complementação da venda física com uma online. Isto vale para repasses de franquias também – já que muitas operações online são mantidas pelos franqueadores nacionalmente.
  • Por que não? Implemente um sistema de identificação de presença física pelo smartphone do seu consumidor em sua loja, ou nas proximidades;
  • Crie relacionamento virtual e pessoal, constante.

Busque apoio de especialistas em negócios e também em TI para que isto tudo flua de forma transparente em sua operação.

Só como rápida reflexão de uso de dados para fins estratégicos em sua operação, como vamos tratar, a médio prazo, se o “Joao da Silva” que comprou hoje na loja física, e ontem no e-commerce, não “são os mesmos” no seu banco de dados? Como fazer um oferta para este cliente ou mesmo acumular seus “pontos de fidelidade”, coisas mega óbvias, que dão um bom nó em sua TI.

Então, vamos fazer deste restinho de 2015, um novo começo para nossas operações e já traçar estratégias definitivas e consolidades para os próximos anos.

Bons Negócios! Quero ver seus comments, concordando ou não comigo e com o post!

Ah.. e se ainda não estivermos conectados aqui no LIn, adicione-me!

Marcio Blak é um entusiasta em tecnologia e varejo, e é gestor da www.VarejoEConsultoria.com.br